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F.MIS participa da 15ª edição do Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos e mantém o compromisso com a preservação da memória e da cidadania



Em continuidade à parceria institucional pelo terceiro ano consecutivo, a Fundação Museu da Imagem e do Som esteve presente, nesta quinta-feira, 1/10, na cerimônia de entrega da 15ª edição do Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos – Patrícia Acioli. Realizado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o evento reconheceu trabalhos e iniciativas voltados à defesa dos direitos humanos e da cidadania, reunindo magistrados, profissionais do Direito, jornalistas, professores, estudantes, representantes de movimentos sociais e familiares da juíza Patrícia Acioli.
Criado em 2012, o Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos homenageia a memória da juíza Patrícia Acioli, titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, assassinada em 2011, em Niterói. Ao longo de suas edições, a premiação passou a reconhecer pessoas, trabalhos e iniciativas que contribuem para a promoção da dignidade humana, da cidadania e dos direitos humanos, dando visibilidade a diferentes formas de atuação em benefício da sociedade.
Na 15ª edição, foram recebidas 499 inscrições nas categorias Trabalhos dos Magistrados, Trabalhos Acadêmicos, Práticas Humanísticas e Reportagens Jornalísticas. A Comissão Julgadora selecionou 18 finalistas, que tiveram seus trabalhos reconhecidos durante a cerimônia. A premiação também concedeu, post-mortem, o Troféu Hors Concours ao desembargador Roberto Luis Felinto de Oliveira, em reconhecimento à sua trajetória no Poder Judiciário e no movimento associativo da Magistratura.
A solenidade também prestou homenagem póstuma à desembargadora Maria Aglaé Tedesco Vilardo, em reconhecimento à sua atuação em defesa dos direitos humanos. O evento reuniu diferentes gerações e áreas de atuação em torno de uma pauta comum, reconhecer iniciativas que contribuem para a construção de uma sociedade mais consciente de seus direitos e de sua responsabilidade coletiva.
A participação da F.MIS no Prêmio dialoga diretamente com a missão da instituição de preservar, pesquisar e compartilhar a memória cultural e social do Rio de Janeiro e do Brasil. Para além da salvaguarda de documentos, imagens, sons, filmes e objetos, o trabalho desenvolvido pelo museu também passa pelo reconhecimento das histórias e das trajetórias que ajudam a compreender diferentes períodos e transformações da sociedade.
Entre os trabalhos premiados nesta edição estiveram projetos voltados à inclusão social, proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, acesso a direitos, práticas restaurativas, combate à discriminação e valorização de comunidades e territórios. Na categoria Reportagens Jornalísticas, foram reconhecidas produções que trouxeram à sociedade investigações e histórias relacionadas à defesa de direitos e à denúncia de situações de violência e vulnerabilidade.
A F.MIS mantém, pelo terceiro ano consecutivo, seu apoio ao Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos, fortalecendo uma parceria que aproxima a instituição de diferentes setores da sociedade e amplia o diálogo sobre memória, cidadania e direitos humanos.
Publicado em 02/10/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Moda e Cultura” percorre a história do vestuário feminino no Brasil



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 3/10, o quarto e último episódio da temporada “Essência MIS – Moda e Cultura”. Apresentado por Daiane Lopes, historiadora e coordenadora do Setor Iconográfico do museu, o programa percorre a história do vestuário feminino no Brasil, acompanhando as transformações da silhueta, dos estilos e dos padrões estéticos ao longo das décadas, registradas pelas lentes de importantes fotógrafos e pelo acervo da F.MIS.
Ao longo do episódio, Daiane conduz os ouvintes por uma viagem que começa no final do século XIX e início do século XX, período em que o vestuário feminino das elites urbanas brasileiras era fortemente influenciado pelos padrões europeus. Vestidos volumosos, corpetes, espartilhos, anáguas, chapéus e tecidos nobres compunham uma estética marcada pela sofisticação, mas também pela limitação dos movimentos femininos.
As fotografias de Augusto Malta e Guilherme Santos preservadas no acervo da F.MIS registram parte desse cotidiano e ajudam a observar como as roupas funcionavam também como símbolos de status social. O episódio acompanha ainda as primeiras transformações ocorridas nas décadas de 1910 e 1920, com a simplificação das vestimentas e o surgimento das chamadas “melindrosas”, que representaram novas formas de comportamento e de expressão feminina.
A partir das décadas de 1940 e 1950, o programa mostra como a moda passou a dialogar de maneira mais intensa com o cotidiano urbano e com a cultura de massa. A sofisticação do chamado “New Look” conviveu com uma moda mais prática e urbana, enquanto vestidos ajustados à cintura, saias evasês e estampas florais e de poás marcaram a estética feminina do período. As fotografias de Guilherme Santos ajudam a registrar essas mudanças nas ruas do Rio de Janeiro.
O episódio chega então aos anos 1960, período marcado por profundas transformações culturais e comportamentais. Nesse contexto, a minissaia ganha destaque como um dos principais símbolos da renovação da moda e da juventude. A criação e popularização da peça por Mary Quant e sua rápida incorporação no Brasil são apresentadas no programa como parte de um cenário de mudanças na relação das mulheres com o próprio corpo, com a moda e com o espaço público.
As lentes de Ronaldo Câmara registraram a efervescência cultural e artística das décadas de 1960 e 1970, incluindo elementos como minissaias, botas de cano alto, estampas psicodélicas, tecidos sintéticos e cortes geométricos. O programa também mostra como essas transformações estéticas dialogaram com a música e com outras manifestações da cultura brasileira.
No final dos anos 1960 e ao longo dos anos 1970, a moda feminina passou a incorporar novas formas de expressão e identidade. O episódio destaca a influência da Tropicália e da contracultura, além da valorização de identidades raciais e regionais, com o uso de túnicas, estampas, jeans customizados e adereços artesanais.
Nesse contexto, o trabalho de Januário Garcia ganha destaque. Suas fotografias registraram movimentos negros urbanos, a valorização do cabelo afro, das batas e de diferentes referências estéticas, documentando como o vestuário também se tornou uma forma de afirmação cultural e de expressão de identidade.
O programa também retoma a produção de Ronaldo Câmara, responsável por registrar artistas, cantoras e atrizes que influenciaram a moda por meio da televisão, do teatro e da música popular brasileira. Dessa forma, as fotografias preservadas pela F.MIS revelam diferentes maneiras pelas quais o vestuário se relacionou com a cultura, a arte e as transformações sociais do país.
Intercalando os relatos históricos com música, o episódio apresenta canções que dialogam com diferentes momentos da trajetória do vestuário brasileiro. Entre elas estão “O que é que a baiana tem?”, na voz de Carmen Miranda, “Com que roupa?”, de Noel Rosa, “Camisa Listrada”, também interpretada por Carmen Miranda, além de “Joux Joux e Balangandãs”, “A vizinha do lado”, “A dama de vermelho”, “Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininho”, “Camisa amarela”, “Acelerou”, “Alegre menina”, “Vestido de Bolero” e “Plumas e paetês”.
Ao percorrer diferentes décadas, o “Essência MIS – Moda e Cultura” mostra como as transformações do vestuário feminino acompanharam mudanças culturais e sociais no Brasil. Das roupas marcadas pelos padrões de elegância e restrição do início do século XX às múltiplas formas de expressão que ganharam força a partir dos anos 1960 e 1970, as fotografias do acervo da F.MIS ajudam a preservar diferentes capítulos dessa história.
O “Essência MIS – Moda e Cultura” tem apresentação, curadoria musical e revisão de roteiro de Daiane Lopes, com roteiro e editoria de Carlos Filho. A captação de som é de André Luís, a cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Elson Ribeiro, e o tratamento de áudio e sonorização são de Renato Alencar. Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br
Publicado em 02/10/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Moda e Cultura” revisita a história da “Pianópolis” carioca



Em celebração aos 61 anos do Museu da Imagem e do Som, em um Acordo de Cooperação entre a F.MIS e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 26/9, o terceiro episódio da temporada “Essência MIS – Moda e Cultura”. Apresentado por Daiane Lopes, historiadora e coordenadora do Setor Iconográfico do museu, o programa revisita o período em que o Rio de Janeiro ficou conhecido como “Pianópolis”, destacando a presença do piano na vida cultural da cidade e sua transformação de instrumento associado às elites em elemento fundamental para a construção da música popular brasileira.
Ao longo do episódio, Daiane conduz os ouvintes por uma viagem ao Rio de Janeiro dos séculos XIX e XX, quando o piano ocupava um espaço de destaque nos salões, teatros, cafés, cinemas e residências das famílias mais abastadas. O programa relembra que o termo “Pianópolis” foi utilizado pelo escritor Araújo Porto-Alegre para se referir à cidade, em um período de intensa transformação urbana e cultural.
A presença do instrumento cresceu no Rio de Janeiro a partir da chegada da Família Real portuguesa, em 1808, tornando-se também um símbolo de distinção social. O piano passou a integrar os ambientes domésticos das elites e a ocupar espaços de sociabilidade, enquanto lojas especializadas em instrumentos e partituras se espalhavam pelas principais ruas do Centro da cidade. O episódio destaca ainda o surgimento de uma nova “cultura do ouvir”, com apresentações musicais em saraus, festas, teatros e cafés.
O programa também mostra como essa tradição pianística ultrapassou os limites dos grandes salões. A convivência entre as músicas executadas ao piano e gêneros populares como modinhas, batuques e lundus, além de polcas, valsas e quadrilhas europeias, contribuiu para o desenvolvimento de novas sonoridades, entre elas o maxixe e o choro.
Nesse processo, a trajetória de Chiquinha Gonzaga ganha destaque. A maestrina foi uma das figuras fundamentais para aproximar o piano das ruas e estabelecer uma ponte entre a música de tradição europeia e as manifestações populares brasileiras. O episódio aborda seu pioneirismo, sua atuação em uma sociedade marcada pelo patriarcalismo e sua contribuição para a construção de uma linguagem musical brasileira.
Outro nome central é Ernesto Nazareth, pianista e compositor que também atuou em lojas de partituras, cinemas e salões cariocas. Conhecido como “pianeiro”, Nazareth desenvolveu uma obra situada entre a música de salão e os ritmos populares brasileiros, sendo considerado um dos principais nomes do chamado “tango brasileiro”. Entre suas composições abordadas no programa estão “Brejeiro”, “Batuque”, “Fon-Fon!” e outras obras que marcaram a música brasileira.
O episódio também destaca a trajetória de Radamés Gnattali, que completa 120 anos de nascimento em 2026. Com formação clássica e forte contato com a música popular, o maestro gaúcho construiu uma obra marcada pelo diálogo entre diferentes linguagens musicais. Radamés atuou em cinemas, teatros, conjuntos de dança e na Rádio Nacional, além de realizar concertos no Theatro Municipal, consolidando uma carreira que transitou entre o erudito e o popular.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta obras de alguns dos principais nomes dessa trajetória. Entre elas estão “Flor Amorosa” e “Querida, por todos”, de Joaquim Callado, “Corta-Jaca”, “Atraente” e “Saudade”, de Chiquinha Gonzaga, além de “Brejeiro”, “Batuque” e “Fon-Fon!”, de Ernesto Nazareth. O episódio também traz “Amargura”, “Alma Brasileira” e “Remexendo”, de Radamés Gnattali.
O “Essência MIS – Moda e Cultura” mostra como o piano esteve ligado às transformações sociais e culturais do Rio de Janeiro e como diferentes músicos contribuíram para ressignificar o instrumento. Da influência europeia à incorporação de ritmos brasileiros, essa trajetória revela um importante processo de construção da identidade musical do país.
O “Essência MIS – Moda e Cultura” tem apresentação, curadoria musical e roteiro de Daiane Lopes, com editoria de Carlos Filho. A captação de som é de André Luís, a cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Elson Ribeiro, e o tratamento de áudio e sonorização são de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 24/09/2026 por Marcelo Egypto

A Fundação Museu da Imagem e do Som reproduz, com autorização do autor, esta homenagem a Zuenir Ventura, escrita por Ricardo Cravo Albin, primeiro diretor executivo da F.MIS.
DESPEDIDA A ZUENIR VENTURA
Hoje me despeço, com profunda tristeza, de Zuenir Ventura, companheiro de tantas décadas de vida cultural, de conversas, encontros, ideias e afetos.
Zuenir foi muito mais do que um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro. Foi um observador sensível do nosso tempo, um homem apaixonado pelo Rio de Janeiro, pela cultura, pela música e, sobretudo, pela memória do Brasil.
Nossos caminhos se cruzaram inúmeras vezes ao longo de mais de meio século. Compartilhamos o amor pela cultura brasileira e a certeza de que preservar a memória de um povo é também uma forma de cuidar de seu futuro.
Guardo com especial carinho sua presença e sua voz nos registros do Museu da Imagem e do Som, instituição tão ligada à minha própria trajetória. E guardo, acima de tudo, o amigo: inteligente, generoso, bem-humorado e dono daquele otimismo que jamais o abandonou.
Zuenir certa vez deixou registrada uma frase que hoje ganha uma emoção ainda maior: “Espero que, quando eu morrer, o otimismo esteja na moda.”
Meu querido Zuenir, hoje a tristeza é inevitável. Mas talvez a melhor maneira de honrar sua vida seja justamente não permitir que a esperança desapareça.
Você parte, mas ficam sua palavra, sua lucidez, sua memória e o imenso legado que entregou ao Brasil.
Com minha saudade, minha admiração e meu abraço de sempre.
Ricardo Cravo Albin Na foto da direita para esquerda, Rosa Freire d’Aguiar: Tradutora e jornalista, viúva do escritor Celso Furtado; Zuenir Ventura e Ricardo Cravo Albin.

“Essência MIS – Moda e Cultura” revisita a Belle Époque carioca e as transformações da cidade



Em celebração aos 61 anos do Museu da Imagem e do Som, em um Acordo de Cooperação entre a F.MIS e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 19/9, o segundo episódio da temporada “Essência MIS – Moda e Cultura”. Apresentado por Daiane Lopes, historiadora e coordenadora do Setor Iconográfico do museu, o programa revisita a Belle Époque carioca, período marcado por intensas transformações urbanas, culturais e tecnológicas na então capital do Brasil.
Ao longo do episódio, Daiane conduz os ouvintes por uma viagem ao período compreendido entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, apresentando as mudanças que transformaram o Rio de Janeiro em uma cidade inspirada nos padrões de modernidade europeus. O programa aborda a reforma urbana promovida durante a gestão do prefeito Pereira Passos e o projeto de transformar a capital na chamada “Paris dos Trópicos”.
Um dos principais símbolos desse processo foi a abertura de grandes avenidas e a construção de importantes edifícios, como o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes. O episódio também destaca o trabalho do fotógrafo Augusto Malta, nomeado fotógrafo oficial da Prefeitura, cujos registros documentaram as transformações da cidade. Seu acervo, preservado pela F.MIS, constitui uma das primeiras coleções da Fundação.
O programa também apresenta as contradições do processo de modernização carioca. Enquanto a elite vivenciava novas formas de sociabilidade, com a expansão dos cinemas, confeitarias, lojas de departamentos, automóveis e da iluminação elétrica, a população pobre e negra enfrentava a demolição de cortiços e o deslocamento de suas moradias em nome das reformas urbanas.
Nesse contexto, o episódio aborda o surgimento e o crescimento das comunidades nos morros da cidade, além da resistência de manifestações culturais e religiosas como o caxambu, a capoeira e as rodas de samba. A narrativa destaca ainda a região da Praça XI e a chamada Pequena África, onde figuras como Tia Ciata tiveram papel importante na formação de espaços de acolhimento, religiosidade e criação musical que contribuíram para o desenvolvimento do samba urbano.
Outro momento de destaque é a Exposição Internacional do Centenário da Independência, realizada em 1922. O episódio relembra que uma das construções erguidas para o evento foi o Pavilhão do Distrito Federal, posteriormente incorporado à estrutura do Museu da Imagem e do Som. O prédio, localizado na Praça XV, permanece como uma das sedes da F.MIS.
A Exposição de 1922 também é apresentada como um momento importante para a música brasileira, com a participação dos Oito Batutas, grupo liderado por Pixinguinha. O programa resgata registros do conjunto e sua importância para a história da música instrumental brasileira, em meio às transformações culturais daquele período.
Intercalando os relatos históricos com música, o episódio apresenta obras que ajudam a ilustrar diferentes aspectos da Belle Époque e de suas transformações. Entre elas estão “Ó Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, “Odeon”, de Ernesto Nazareth, e registros dos Oito Batutas, como “Os Oito Batutas”, “Urubu” e “Caruru”. O programa também traz “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida, “Quem são eles”, de Sinhô, além de “Carinhoso”, “Já te Digo” e “1×0”, de Pixinguinha.
Ao revisitar a Belle Époque, “Essência MIS – Moda e Cultura” apresenta um período marcado simultaneamente pelo desejo de modernização, pelo glamour das novas formas de vida urbana e pelas desigualdades sociais que atravessavam a cidade. A música, a fotografia e as transformações do espaço urbano aparecem como registros fundamentais para compreender as diferentes experiências daquele Rio de Janeiro.
O “Essência MIS – Moda e Cultura” tem apresentação, curadoria musical e revisão de roteiro de Daiane Lopes, com roteiro e editoria de Carlos Filho. A captação de som é de André Luís, a cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Karoline Freitas, e o tratamento de áudio e sonorização são de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 17/09/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS participa do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e fortalece parcerias institucionais em visita à Marinha





Em comemoração aos 61 anos da Fundação Museu da Imagem e do Som, a F.MIS esteve presente neste final de semana no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizado na capital federal entre os dias 11 e 19 de setembro. A participação reforça a atuação da Fundação na preservação e difusão do audiovisual brasileiro e aproxima a instituição de realizadores, produtores, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas do cinema nacional.
Com mais de seis décadas de história, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo festival de cinema em atividade no país e ocupa um lugar fundamental na trajetória do audiovisual nacional. Ao longo de suas edições, consolidou-se como espaço de exibição, descoberta de novos talentos, debate e encontro entre artistas, realizadores, público e profissionais do mercado.
Durante a programação deste ano, a F.MIS teve uma participação especial relacionada à preservação de duas produções exibidas no festival. A Fundação disponibilizou seu espaço para a preservação e o armazenamento dos filmes “Ana, En Passant”, dirigido por Fernanda Salgado, e “Mariposa”, com direção de Alexandre Américo e Pedro Vitor, contribuindo para a salvaguarda de obras que integram a produção contemporânea do cinema brasileiro.
A animação “Ana, En Passant” acompanha Ana após a morte da avó. Seguindo pistas deixadas pela falecida, a personagem chega a Belo Horizonte, onde encontra Alice. A partir das memórias e da cartografia da cidade, as duas percorrem um caminho de descobertas sobre identidade, pertencimento e as experiências que ajudam a construir quem são.
A participação também abriu espaço para novos projetos. Durante o festival, a F.MIS convidou a diretora de animação de “Ana, En Passant”, Camila Kater, para futuramente realizar um curso de animação em parceria com a Fundação, ampliando as possibilidades de troca e formação na área audiovisual.
Já “Mariposa” apresenta Dona Zefa e Oliveira, moradores das dunas de Santa Rita, em um território onde memória, rito e paisagem se misturam. Entre o silêncio, o barro e a força da natureza, a narrativa acompanha as tensões e os desejos que atravessam a existência dos personagens.
A presença da F.MIS no festival também possibilitou acompanhar a Conferência Audiovisual do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que reúne pesquisadores, profissionais, realizadores, gestores e especialistas para discutir o presente e o futuro do setor. Entre os temas abordados estão políticas públicas, inovação, sustentabilidade da cadeia produtiva, acesso e diversidade no audiovisual brasileiro.
A programação do festival contou ainda com mostras de realidade virtual, exibições de filmes, debates, cerimônias, premiações, apresentações musicais e lançamentos de livros, transformando Brasília em ponto de encontro para diferentes segmentos da produção cinematográfica nacional.
Outro destaque da participação da F.MIS foi a presença no masterclass com Emilie Lesclaux, produtora cinematográfica e cientista política francesa radicada no Brasil. Com uma trajetória marcada por produções reconhecidas internacionalmente, Emilie participou de filmes como “O Som ao Redor”, “Aquarius”, “Bacurau” e “O Agente Secreto”. Pelo trabalho em “O Agente Secreto”, recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme na 98ª cerimônia da premiação, realizada em 2026. Emilie é também companheira do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho.
A passagem por Brasília também foi marcada por uma agenda de aproximação institucional com a Marinha do Brasil. Em razão da relação cultural construída entre a F.MIS e a instituição, a Fundação foi convidada a visitar o Centro de Instrução e Adestramento de Brasília Almirante Domingos de Mattos Cortez (CIAB), organização militar de ensino da Marinha do Brasil.
Durante a visita, a equipe da F.MIS foi recebida pelo CMG FN Jeiel Levi Cavalcante Morais, comandante do CIAB. O encontro possibilitou o fortalecimento dos vínculos institucionais e a troca de experiências entre as duas instituições, ampliando as possibilidades de diálogo em torno da preservação da memória e da cultura brasileira.
A participação no Festival de Brasília mostra a atuação ampliada pela F.MIS nos últimos anos. Ao circular por diferentes espaços culturais, festivais e instituições, a Fundação fortalece sua presença nacional, estabelece novas conexões e amplia sua atuação na preservação, pesquisa e difusão do patrimônio audiovisual brasileiro. Publicado em 16/09/2026 por Marcelo Egypto

90 Anos da Rádio Nacional: preservar a memória é manter o Brasil em sintonia
* Cesar Miranda Ribeiro
Falar dos 90 anos da Rádio Nacional é falar de uma das instituições mais importantes da história da comunicação e da cultura brasileira. Mas, neste aniversário, quero propor um olhar diferente.
Não quero falar apenas dos grandes artistas, radialistas, jornalistas, músicos, atores e profissionais que passaram pelos microfones da Rádio Nacional ao longo de nove décadas. Quero falar daquilo que permaneceu.
Quero falar da memória.
E, principalmente, da responsabilidade que o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro assumiu, desde 1972, de preservar parte fundamental dessa história.
A Rádio Nacional nasceu em 1936 e rapidamente se transformou em uma das principais vozes do Brasil. Ao longo de sua trajetória, seus estúdios e auditórios receberam nomes que ajudaram a construir a identidade cultural do país. A emissora foi palco de música, dramaturgia, humor, jornalismo, esporte e entretenimento, tornando-se uma referência para milhões de brasileiros.
Mas a história de uma instituição não existe apenas enquanto ela está no ar.
Ela também está nos documentos que sobreviveram ao tempo.
Está em um disco, em uma fotografia, em uma partitura, em um roteiro manuscrito, em uma ficha, em um programa de auditório, em uma gravação, em um objeto e, sobretudo, na voz daqueles que viveram aquela história.
É justamente nesse território que o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro exerce uma de suas mais importantes missões.
Desde 1972, a F.MIS preserva uma importante coleção relacionada à Rádio Nacional. São milhares de documentos que ajudam a reconstruir não apenas a trajetória da emissora, mas também uma parte essencial da história cultural brasileira.
Nos diferentes setores de nosso acervo, preservamos materiais audiovisuais, sonoros, partituras, documentos e objetos que registram a passagem de artistas e profissionais fundamentais pela Rádio Nacional.
Entre esses registros estão roteiros, discos e partituras relacionados a nomes como Almirante, Renato Murce, Paulo Tapajós, Fernando Lobo e Max Nunes, além de partituras de maestros e compositores fundamentais para a música brasileira, como Radamés Gnattali, Guerra Peixe, Lírio Panicali, Léo Peracchi e Moacyr Santos.
Também preservamos registros relacionados a programas que marcaram gerações, entre eles o histórico Repórter Esso, que durante décadas levou informação aos lares brasileiros e se tornou parte da memória coletiva do país.
Isso significa que o que preservamos não é apenas a história de uma emissora.
Preservamos uma parte da história do Brasil.
Preservamos os sons de uma época, as formas de fazer rádio, os textos que eram escritos para serem interpretados, as músicas que chegavam aos lares brasileiros, os artistas que se tornaram ídolos nacionais e os profissionais que ajudaram a construir uma linguagem própria para a radiodifusão brasileira.
Preservamos, sobretudo, os vestígios de uma sociedade que encontrou no rádio uma das suas principais formas de informação, entretenimento e formação cultural.
O acervo da Rádio Nacional também se conecta a outras coleções preservadas pelo MIS. Ao longo de sua existência, a Fundação reuniu documentos relacionados a artistas e personagens fundamentais da cultura brasileira, muitos deles diretamente ligados à própria história da Nacional.
Essa característica faz do nosso acervo algo maior do que uma reunião de documentos isolados.
É uma grande rede de memórias.
A história da Rádio Nacional pode ser reencontrada nas coleções de músicos, cantores, compositores, radialistas e pesquisadores que também fazem parte do patrimônio documental preservado pelo Museu.
Mas existe ainda uma dimensão que considero fundamental: os depoimentos.
Um documento registra um acontecimento.
Uma fotografia registra um instante.
Uma partitura registra uma obra.
Mas um depoimento registra a experiência humana.
É a pessoa contando, com sua própria voz, aquilo que viveu.
Por isso, os mais de 90 depoimentos de profissionais e artistas ligados à Rádio Nacional preservados pela F.MIS possuem um valor extraordinário. Eles permitem que pesquisadores e novas gerações não apenas saibam quem foram aqueles personagens, mas possam ouvir suas próprias vozes, suas lembranças, suas histórias e suas interpretações sobre o tempo em que viveram.
Atualmente, a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro preserva mais de 86 mil itens em seus diferentes setores e suportes. Esse número representa muito mais do que uma dimensão quantitativa.
Cada item é uma possibilidade de pesquisa.
Cada fotografia pode revelar um contexto.
Cada disco pode recuperar uma voz.
Cada roteiro pode reconstruir um programa.
Cada partitura pode revelar como uma música foi concebida.
Cada depoimento pode devolver humanidade a um personagem histórico.
Essa é uma das grandes riquezas do Museu da Imagem e do Som: transformar memória em patrimônio e patrimônio em conhecimento.
Por isso, preservar não significa simplesmente guardar.
Preservar significa identificar, organizar, catalogar, conservar, restaurar, digitalizar, pesquisar e, principalmente, permitir que esse patrimônio volte a dialogar com a sociedade.
É nesse ponto que a preservação encontra a difusão cultural.
Um exemplo muito significativo aconteceu justamente neste ano em que a Rádio Nacional completa 90 anos.
A F.MIS teve a oportunidade de exibir, na Sala Glauber Rocha, em primeira mão, o documentário PRK-30 – O Rádio Pelo Avesso, dirigido por Eduardo Albergaria e produzido pela Urca Filmes.
A sessão especial aconteceu antes da estreia comercial do filme e foi seguida de um debate sobre o rádio brasileiro, sua história e a importância do PRK-30 para a cultura nacional, reunindo o diretor, o produtor e representantes da F.MIS.
A escolha do filme não foi casual.
O PRK-30 é parte da memória da própria Rádio Nacional e representa um dos momentos mais importantes da chamada Era de Ouro do rádio brasileiro.
Ao receber essa sessão na Sala Glauber Rocha, a F.MIS reafirmou uma ideia que considero fundamental: preservar memória não significa apenas guardar documentos em um acervo.
Significa também criar oportunidades para que essa memória seja conhecida, discutida e redescoberta pelas novas gerações.
É nesse movimento entre preservação e acesso que o trabalho de uma instituição como a F.MIS encontra seu verdadeiro sentido.
Guardamos o passado, mas não para deixá-lo parado.
Guardamos para que ele possa voltar a falar.
Quando olhamos para os 90 anos da Rádio Nacional, portanto, não precisamos olhar somente para o passado.
Precisamos olhar para o futuro.
Porque preservar é garantir que as próximas gerações tenham acesso às fontes que lhes permitirão compreender o Brasil de hoje e o Brasil que fomos.
A Rádio Nacional atravessou nove décadas. O mundo mudou, as tecnologias mudaram, os meios de comunicação mudaram e os hábitos do público mudaram.
Mas a necessidade de preservar aquilo que construímos como sociedade permanece.
Hoje, a própria Rádio Nacional desenvolve iniciativas para revisitar sua história, recuperar registros e aproximar novas gerações desse patrimônio.
É uma demonstração clara de que preservar não é um ato voltado exclusivamente ao passado.
A preservação alimenta o presente.
E ajuda a construir o futuro.
Ao completar 90 anos, a Rádio Nacional celebra sua trajetória.
Nós, da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, celebramos também a responsabilidade de termos sido, durante mais de cinco décadas, uma das instituições responsáveis por manter viva parte dessa trajetória.
Desde 1972, quando a Coleção Rádio Nacional chegou ao MIS, o Museu passou a ser também uma casa dessa memória.
Uma casa onde estão guardadas vozes.
Onde estão guardadas músicas.
Onde estão guardados roteiros.
Onde estão guardadas imagens.
Onde estão guardadas histórias.
E onde estão guardadas as marcas de uma época em que o rádio ajudou a construir uma ideia de Brasil.
Por isso, neste aniversário de 90 anos, nossa homenagem à Rádio Nacional não é apenas lembrar aqueles que fizeram sua história.
É garantir que suas histórias continuem existindo.
Porque o tempo passa.
As vozes podem silenciar.
Os programas podem sair do ar.
As tecnologias podem mudar.
Mas, quando a memória é preservada, aquilo que foi vivido não desaparece.
Permanece disponível para ser ouvido, estudado, pesquisado e redescoberto.
Esse é o compromisso da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
Preservar para que o Brasil possa continuar ouvindo a si mesmo.
*O autor é Jornalista, Radialista e Presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro desde 2021

Artigo da Presidência da Fundação MIS.
Há momentos em que um número deixa de ser apenas um número.
Chegar à matéria 1000 da Rádio MIS RJ é um desses momentos.
Desde abril de 2021, quando a Rádio começou sua trajetória, carregamos uma ideia que considero essencial para qualquer instituição dedicada à memória: aquilo que preservamos precisa encontrar caminhos para ser compartilhado.
O Museu da Imagem e do Som tem a responsabilidade de guardar parte importante da memória cultural do Rio de Janeiro e do Brasil. Mas guardar não basta. É preciso pesquisar, contextualizar, comunicar e, sobretudo, aproximar essa memória das pessoas.
Foi com esse propósito que a Rádio MIS RJ nasceu.
Ao longo desses anos, ela se transformou em uma importante extensão do próprio Museu. A cada matéria, uma história ganhou espaço. A cada entrevista, uma voz voltou a ser ouvida. A cada registro, uma parte da nossa cultura encontrou uma nova possibilidade de permanecer viva.
Em 2024, chegamos à matéria 500. Agora, alcançamos a 1000ª.
O que me emociona nesse percurso não é apenas a dimensão do número, mas aquilo que existe por trás dele.
Existem pessoas.
Existem artistas, jornalistas, historiadores, museólogos, pesquisadores, músicos, cineastas, fotógrafos, comunicadores e tantos outros personagens que ajudaram a construir a identidade cultural brasileira. Existem também histórias familiares, lembranças pessoais e acontecimentos que, muitas vezes, poderiam se perder com o passar do tempo.
Preservar essas histórias é uma forma de respeito.
E compartilhá-las é uma forma de mantê-las vivas.
Como presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, acompanho essa trajetória com orgulho, mas também com a consciência da responsabilidade que temos diante do futuro.
Uma instituição de memória não trabalha apenas para o presente. Trabalha para aqueles que ainda virão.
Cada documento preservado, cada fotografia catalogada, cada depoimento registrado e cada história compartilhada representa uma ponte entre gerações.
A Rádio MIS RJ faz parte dessa ponte.
Ela permite que uma voz gravada há décadas possa ser ouvida hoje. Que uma história do passado possa despertar curiosidade no presente. Que alguém, em qualquer lugar, possa descobrir um personagem, uma música ou um momento da nossa cultura e perceber que aquela história também lhe pertence.
Talvez seja essa a verdadeira dimensão da matéria 1000.
Não são mil matérias.
São mil possibilidades de encontro com a nossa memória.
Por isso, esta celebração não é apenas da Rádio. É de todos que participaram dessa construção desde 2021. Dos profissionais do MIS que trabalham diariamente para transformar pesquisa e acervo em conhecimento. Dos artistas e familiares que confiam suas histórias à instituição. Dos parceiros que caminham conosco. E, principalmente, dos ouvintes que fazem com que todo esse trabalho tenha sentido.
A memória só permanece viva quando circula.
Quando é ouvida.
Quando é compartilhada.
Quando consegue tocar alguém que talvez nem estivesse procurando por aquela história.
É isso que desejamos continuar fazendo.
Olhando para os próximos capítulos, temos ainda muito a preservar, muitas histórias a revelar e muitas vozes a fazer chegar às novas gerações.
A matéria 1000, portanto, não representa uma chegada.
Representa a continuidade de um compromisso.
O compromisso de cuidar da memória, valorizá-la e colocá-la a serviço das pessoas.
Porque um país que conhece e respeita sua memória compreende melhor o seu presente e pode construir com mais consciência o seu futuro.
E o MIS RJ continuará fazendo a sua parte.
Cesar Miranda Ribeiro
Presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro

Rádio MIS RJ celebra a marca de 1000 matérias e amplia a voz da cultura brasileira
No ano em que o MIS completa 61 anos, a Rádio MIS RJ alcança uma marca histórica, mil matérias produzidas e disponibilizadas ao público. Mais do que um número, a conquista representa uma trajetória construída diariamente a partir da informação, da cultura e da memória. Ao longo de sua programação, a rádio acompanhou projetos, eventos, exposições, debates, homenagens, entrevistas e importantes momentos da Fundação Museu da Imagem e do Som, levando para os ouvintes histórias que ajudam a contar a trajetória da cultura brasileira.
Criada em abril de 2021, a Rádio MIS RJ nasceu a partir de uma ideia simples, utilizar o extraordinário acervo sonoro e musical da Fundação para aproximar ainda mais o público da instituição. O projeto cresceu e, ao longo dos anos, transformou-se em uma importante plataforma de comunicação, cultura e preservação da memória.
Um dos mais importantes avanços dessa trajetória foi o Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a F.MIS e a Rádio Roquette-Pinto. A parceria viabiliza a transmissão conjunta de programas voltados à cultura e à preservação da memória sonora fluminense, ampliando o alcance dos conteúdos produzidos pelo museu. Entre as atrações veiculadas pelas duas emissoras estão o programa e série especial “Essência MIS” e o projeto “Nas Ondas da História”, iniciativas que unem informação, memória e cultura por meio do rádio.
Pioneira, a Rádio MIS RJ se consolidou como a primeira web rádio de um museu estadual do Rio de Janeiro dedicada à cultura. Sua programação passou a reunir músicas, entrevistas, podcasts, playlists, programas especiais, videocasts e conteúdos produzidos a partir dos diferentes setores e projetos da Fundação. Ao mesmo tempo, a produção de matérias criou um importante registro das ações desenvolvidas pela F.MIS.
Ainda nos primeiros meses de sua trajetória, a Rádio já conquistava espaço no cenário da radiodifusão fluminense. Em dezembro de 2021, apenas oito meses após sua criação, a emissora participou do I Encontro de Rádios do Estado do Rio de Janeiro, realizado no Palácio Guanabara e que reuniu mais de 100 radialistas de diferentes regiões do estado. A F.MIS destacou o seu papel na democratização do acesso à cultura e na divulgação do rico acervo do museu.
As mil matérias publicadas pela Rádio ajudam a contar uma parte importante da história recente da Fundação. Por meio delas, o público acompanhou exposições, lançamentos, eventos, debates, projetos de preservação, novos acervos, Depoimentos para a Posteridade, atividades educativas, intercâmbios culturais, viagens institucionais e parcerias realizadas no Rio de Janeiro, em outros estados e também no exterior.
Nos últimos anos, a Rádio esteve presente na cobertura dos grandes momentos vividos pela Fundação. As comemorações pelos aniversários do Museu da Imagem e do Som, a criação da Fototeca Estadual do Rio de Janeiro, a inauguração de exposições, a realização do primeiro Concurso Fotográfico da F.MIS e o lançamento de novos projetos foram alguns dos acontecimentos registrados pela equipe.
A rádio também acompanhou de perto o projeto Depoimentos para a Posteridade, uma das mais importantes iniciativas de memória oral do Brasil. As novas gravações realizadas pela Fundação, os encontros com grandes nomes da cultura brasileira e os momentos históricos vividos pelo projeto ganharam espaço na programação e nas matérias produzidas.
Em 2026, a Rádio MIS RJ continuou acompanhando uma Fundação em constante movimento. O lançamento do MIA – Memória e Inteligência Artificial, a estreia do projeto Memórias Afetivas, a exposição “Carnaval: Uma Paixão Carioca”, o retorno do CineMIS, os debates sobre cultura e inteligência artificial, os encontros realizados na Praça XV e as novas parcerias institucionais foram alguns dos temas que chegaram ao público por meio da rádio.
A produção das matérias também acompanhou a presença da F.MIS em diferentes territórios. Viagens institucionais, festivais de cinema, encontros culturais e intercâmbios contribuíram para mostrar uma instituição que ultrapassa os limites de suas sedes e estabelece pontes com outras cidades, estados e países.
Cada matéria publicada representa, de alguma forma, um registro do presente. Ao informar sobre uma exposição, uma gravação, uma descoberta, uma parceria ou um encontro, a Rádio MIS RJ também contribui para documentar o caminho percorrido pela Fundação e pelas pessoas que fazem parte de sua história.
A marca de mil matérias demonstra ainda a importância da comunicação como ferramenta de preservação. Se o acervo da F.MIS guarda vozes, imagens, documentos, filmes e objetos de diferentes épocas, a Rádio MIS RJ também ajuda a registrar o tempo presente, criando uma memória das ações culturais que continuam sendo realizadas pela instituição.
Ao longo dessa trajetória, a rádio ampliou sua presença e conquistou ouvintes em diferentes lugares. A programação, construída a partir da riqueza do acervo da Fundação e da produção de novos conteúdos, conecta diferentes gerações e mostra que a memória pode ganhar novos formatos sem perder sua essência.
A Rádio MIS RJ é, assim, uma extensão da própria F.MIS. É o espaço onde as músicas do acervo voltam a ser ouvidas, onde histórias são compartilhadas, onde projetos ganham voz e onde a cultura continua encontrando novos caminhos para chegar ao público.
E, como toda boa história, esta também continua.
A Rádio MIS RJ segue no ar, levando a voz da cultura brasileira para cada vez mais pessoas e mostrando que, enquanto houver memória para preservar e histórias para contar, sempre haverá algo novo para ouvir. Venha fazer parte dessa história, acompanhe a programação da Rádio e descubra músicas, histórias, entrevistas, notícias e conteúdos que mantêm viva a memória e a cultura brasileira.
Publicado em 11/09/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Moda e Cultura” estreia com viagem pela história das praias e de Copacabana



Em celebração aos 61 anos do Museu da Imagem e do Som, em Acordo de Cooperação entre a F.MIS e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 12/9, o primeiro episódio da nova temporada “Essência MIS – Moda e Cultura”. Apresentado por Daiane Lopes, historiadora e coordenadora do Setor Iconográfico do museu, o programa estreia com uma viagem pela história das praias cariocas, abordando as transformações na relação da sociedade com o mar, a evolução dos trajes de banho e a trajetória cultural de Copacabana.
Ao longo do episódio, Daiane conduz os ouvintes por uma viagem que começa antes do século XIX, quando as praias eram vistas como ambientes perigosos e insalubres. A narrativa mostra como essa relação começou a se transformar a partir da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil e da popularização dos banhos de mar como prática terapêutica e medicinal.
O programa também apresenta a evolução dos costumes e das vestimentas praianas. Dos pesados trajes de banho utilizados no século XIX, que cobriam praticamente todo o corpo, aos maiôs, biquínis e sungas que ganharam espaço ao longo do século XX, o episódio revela como a praia se transformou em um importante espaço de lazer, sociabilidade, liberdade e expressão da moda.
A narrativa avança para as primeiras décadas do século XX, quando a orla carioca passou a ocupar um papel cada vez mais importante na vida da cidade. Com o crescimento urbano e a transformação dos hábitos sociais, o banho de mar deixou de ser apenas uma recomendação médica e passou a integrar o cotidiano da população. A valorização do sol, do corpo bronzeado e dos concursos de beleza também contribuiu para a construção de uma nova cultura praiana no Rio de Janeiro.
Um dos destaques do episódio é Copacabana, apresentada como um dos maiores símbolos da cultura carioca. O programa relembra a transformação do antigo arraial de pescadores, conhecido como Sacopenapã, em um dos bairros mais famosos do mundo. A inauguração do Túnel Velho, a chegada dos bondes e, posteriormente, do Copacabana Palace contribuíram para consolidar o bairro como símbolo de modernidade, sofisticação e vida cultural.
A praia e o calçadão de Copacabana também ganharam destaque como espaços fundamentais para a construção da identidade da moda carioca. Ao longo das décadas, o bairro acompanhou as transformações dos trajes de banho e ajudou a consolidar uma estética marcada pela liberdade, pelas estampas tropicais, pelos óculos escuros, chapéus e pelo chamado estilo casual carioca.
O episódio também aborda a importância de Copacabana para a história da música brasileira. O bairro foi um dos principais cenários do surgimento e da consolidação da Bossa Nova, reunindo jovens músicos em apartamentos, boates e espaços culturais. A narrativa relembra o apartamento dos pais de Nara Leão, na Avenida Atlântica, o Beco das Garrafas e o histórico show realizado no Au Bon Gourmet, em 1962, com Vinicius de Moraes, Tom Jobim, João Gilberto e Os Cariocas.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções que ajudam a contar a relação entre o Rio de Janeiro, o mar, a praia e a cultura carioca. Entre elas estão “O Mar”, de Dorival Caymmi, “Arrastão”, na voz de Elis Regina, “Biquíni de Bolinha Amarelinha Tão Pequenininho”, “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim, “Copacabana”, na voz de Dick Farney, “Sábado em Copacabana”, com Lúcio Alves, “Chega de Saudade”, interpretada por Elizeth Cardoso, “O Barquinho”, com Nara Leão, e “Carta ao Tom 74”, de Vinicius de Moraes e Toquinho.
Além da experiência sonora, o primeiro episódio de “Essência MIS – Moda e Cultura” propõe uma reflexão sobre a moda como elemento fundamental para compreender diferentes períodos da história. Ao observar as mudanças nos trajes de banho e nos comportamentos sociais, o programa evidencia como a relação com o corpo, o lazer, a cidade e os espaços públicos se transformou ao longo das décadas.
O “Essência MIS – Moda e Cultura” tem apresentação, curadoria musical e revisão de roteiro de Daiane Lopes, com roteiro e editoria de Carlos Filho. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Karoline Freitas, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 10/09/2026 por Marcelo Egypto

CineMIS lota Sala Glauber Rocha em sessão especial de “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso”



Em comemoração aos 61 anos da Fundação Museu da Imagem e do Som, a F.MIS realizou ontem, 8/9, na Sala Glauber Rocha, na sede da Praça XV da instituição, mais uma edição do CineMIS. O evento contou com a exibição especial e antecipada do documentário “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso”, e reuniu grande público, lotando a sala. Após a sessão, aconteceu um debate com a participação do presidente da F.MIS, Cesar Miranda Ribeiro, do diretor Eduardo Albergaria e do produtor Leonardo Edde, promovendo uma importante troca sobre o filme, a história do rádio e a produção audiovisual brasileira.
Dirigido por Eduardo Albergaria, o documentário “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso” retrata a história de um dos maiores e mais importantes programas da radiodifusão brasileira. A produção revisita a trajetória do PRK-30 e sua contribuição para a cultura nacional, destacando a importância do rádio como meio de comunicação, entretenimento e formação cultural.
A sessão aconteceu dois dias antes da estreia oficial do documentário nos cinemas, proporcionando ao público da F.MIS a oportunidade de assistir antecipadamente à produção. A Sala Glauber Rocha ficou lotada, reunindo espectadores interessados em conhecer mais sobre a história do rádio brasileiro e sobre um programa que marcou gerações.
Após a exibição, o presidente da F.MIS, o diretor Eduardo Albergaria e o produtor Leonardo Edde participaram de um debate mediado por Juliana Botelho, coordenadora de Cinema da Fundação. A conversa despertou grande interesse do público e abordou diferentes aspectos relacionados à realização do documentário, à trajetória do PRK-30 e à importância da preservação da memória radiofônica brasileira.
O encontro também possibilitou uma aproximação entre o público e os profissionais responsáveis pela realização do filme. A participação do diretor e do produtor ampliou a experiência proporcionada pela sessão, permitindo que os espectadores conhecessem mais sobre o processo de construção da obra e os desafios de transformar a história do rádio em uma produção cinematográfica.
A realização da sessão ganha ainda mais significado em um ano especial para o rádio brasileiro. Em 2026, a Rádio Nacional completa 90 anos, reforçando a importância desse meio de comunicação na história cultural do país. A exibição de “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso” na F.MIS contribuiu para celebrar essa trajetória e promover uma reflexão sobre personagens, programas e histórias que ajudaram a construir a radiodifusão nacional.
Com mais uma edição do CineMIS, a F.MIS mantém o seu compromisso com a difusão do patrimônio audiovisual brasileiro e com a criação de espaços de encontro, acesso, formação e reflexão. Ao aproximar o público de filmes, realizadores e profissionais do setor, a iniciativa transforma a experiência cinematográfica em uma oportunidade de diálogo e preservação da memória cultural brasileira.
Publicado em 09/09/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Especial de Aniversário” celebra os 61 anos do Museu da Imagem e do Som



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 29/8, o “Essência MIS – Especial de Aniversário”, em comemoração aos 61 anos do Museu da Imagem e do Som. Apresentado por Carlos Filho, historiador e coordenador do Setor Sonoro da F.MIS, o programa celebra a trajetória da instituição a partir de grandes nomes da música brasileira cujas coleções integram o acervo do museu.
Ao longo do episódio, Carlos Filho conduz os ouvintes por uma viagem pela história da instituição e da música brasileira, percorrendo diferentes décadas a partir do ano de chegada de importantes coleções ao acervo do MIS. A narrativa passa por nomes fundamentais como Jacob do Bandolim, Elizeth Cardoso, Linda e Dircinha Batista, Nara Leão, Abel Ferreira, Odete Amaral, Dorival Caymmi e Ivan Lins, revelando diferentes momentos da música popular brasileira e da própria formação do acervo do museu.
Entre os destaques está a Coleção Jacob do Bandolim, incorporada ao MIS em 1974, que reúne discos, partituras, cadernos de anotações e gravações que ajudam a preservar a história do choro e da trajetória do músico. O episódio também aborda a Coleção Elizeth Cardoso, recebida em 1979, e a importância da cantora na história da música brasileira, incluindo sua participação no antológico álbum “Canção do Amor Demais”, marco fundamental para a Bossa Nova.
A década de 1980 é representada pelas coleções das irmãs Linda e Dircinha Batista, recebidas em 1988, e pela Coleção Nara Leão, incorporada ao acervo em 1990. O programa relembra a trajetória das duas irmãs que marcaram a Era de Ouro do rádio e a importância de Nara na Bossa Nova, na música de protesto e na renovação da MPB, destacando sua atuação ao lado de nomes como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Tom Jobim, Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Já nos anos 1990, o episódio apresenta as coleções de Abel Ferreira e Odete Amaral, recebidas em 1995 e 1998, respectivamente. O programa destaca a contribuição de Abel para o choro e para a música instrumental brasileira, além da trajetória de Odete como uma das vozes marcantes da Era de Ouro do rádio carioca.
A viagem chega ao século XXI com as coleções de Dorival Caymmi, recebida em 2011, e Ivan Lins, incorporada ao acervo em 2023. O episódio relembra a importância de Caymmi para a construção da identidade musical brasileira e apresenta a trajetória de Ivan Lins, cuja obra ultrapassou as fronteiras do país e foi interpretada por grandes nomes da música internacional.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta registros relacionados aos artistas homenageados, como “Chora Cavaquinho”, de Jacob do Bandolim, “De Partida”, com Elizeth Cardoso, “Vingança”, com Linda e Dircinha Batista, “Lindonéia” e “Medroso de Amor”, na voz de Nara Leão, “Luar de Coromandel”, de Abel Ferreira, “Não Quero Dizer Adeus”, de Odete Amaral, “Eu Cheguei Lá”, de Dorival Caymmi, e “O Amor é Meu País” e “Abre Alas”, de Ivan Lins.
Além da experiência sonora, o especial reforça o papel do MIS como instituição dedicada à preservação, pesquisa e difusão da memória cultural brasileira. Ao revisitar as coleções incorporadas ao longo de décadas, o programa evidencia como o acervo do museu continua em constante crescimento e como diferentes gerações de artistas permanecem presentes por meio de seus documentos, registros sonoros, fotografias, partituras e depoimentos.
O episódio também encerra destacando que os itens preservados pela Fundação Museu da Imagem e do Som estão disponíveis para consulta gratuita. O público pode pesquisar o acervo por meio do banco de dados da instituição e, caso tenha interesse em consultar presencialmente algum item, entrar em contato com o Centro de Pesquisa da F.MIS para agendamento.
O “Essência MIS – Especial de Aniversário” tem apresentação, roteiro e curadoria musical de Carlos Filho. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Elson Ribeiro e Karoline Freitas, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 04/09/2026 por Marcelo Egypto

O MIS completa 61 anos como guardião da memória e da cultura brasileira
No dia 3 de setembro de 2026, a Fundação Museu da Imagem e do Som completa 61 anos de história. Criada em 1965, durante as comemorações do IV Centenário da cidade, a instituição nasceu com a missão de preservar a memória cultural do Rio de Janeiro e, ao longo de mais de seis décadas, transformou essa missão em uma das mais importantes experiências de salvaguarda da memória audiovisual brasileira. Hoje, a F.MIS é um museu vivo, que preserva documentos, imagens, sons e histórias, mas que também cria novas maneiras de fazer com que esse patrimônio continue dialogando com o presente e com as futuras gerações.
Ao longo de sua trajetória, a F.MIS se consolidou como uma instituição pioneira na preservação da cultura audiovisual no Brasil. Seu acervo, que se aproxima de 1 milhão de itens, reúne fotografias, negativos, filmes, fitas de áudio e vídeo, discos, documentos textuais, partituras, livros, cartazes e objetos tridimensionais, organizados em diferentes setores técnicos. São registros que atravessam gerações e ajudam a contar a história do Rio de Janeiro e do Brasil por meio de suas imagens, seus sons, seus personagens e suas manifestações culturais.
Entre os grandes símbolos dessa missão está o projeto Depoimentos para a Posteridade, criado em 1966, e que completou 60 anos no dia 24 de agosto deste ano. Ao longo dessas seis décadas, a iniciativa registrou as vozes de artistas, escritores, músicos, pesquisadores, intelectuais e personalidades fundamentais da cultura brasileira. O projeto já ultrapassa a marca de 1.100 depoimentos e continua em plena atividade, com novas gravações que ampliam permanentemente esse patrimônio de memória oral. Em 2026, a Fundação registrou, entre outros, os depoimentos de Paulo Cesar de Araújo, Pedro Vasquez, e o primeiro Depoimento para a Posteridade gravado no MIS Copacabana, com Danielle Barros, mantendo viva uma das mais importantes iniciativas de história oral do país.
Este ano também marcou um novo capítulo nessa trajetória com a estreia do projeto Memórias Afetivas, criado para registrar, preservar e disponibilizar relatos de vida de pessoas com 80 anos ou mais. A iniciativa amplia o olhar da Fundação para além das personalidades já reconhecidas publicamente, valorizando histórias de vida, experiências e lembranças que também fazem parte da construção da memória social brasileira. É a F.MIS mostrando que toda vida guarda uma história que merece ser escutada e preservada.
Em 2026, a Fundação também deu um passo decisivo em direção ao futuro com o lançamento do MIA – Memória e Inteligência Artificial. Desenvolvida pelo setor de Banco de Dados da instituição, a plataforma utiliza inteligência artificial para ampliar as possibilidades de pesquisa e acesso ao acervo, inicialmente a partir dos conteúdos textuais dos Depoimentos para a Posteridade. O sistema permite gerar resumos, identificar termos relacionados, organizar resultados, realizar transcrições e produzir sínteses estruturadas, aproximando tecnologia e preservação cultural.
Um dos projetos mais ambiciosos associados ao MIA é a transcrição integral dos mais de 1.100 Depoimentos para a Posteridade. A iniciativa permitirá conectar informações presentes nas falas dos depoentes e transformar esse conjunto monumental de entrevistas em uma base de conhecimento cada vez mais acessível e integrada. Assim, a tecnologia passa a atuar não como substituta da memória, mas como uma ferramenta para ampliar suas possibilidades de pesquisa, interpretação e difusão.
A relação entre cultura e inteligência artificial também esteve presente em exposições, debates e encontros realizados pela Fundação. A F.MIS promoveu uma discussão sobre inteligência artificial e línguas indígenas, reunindo cultura, tecnologia, memória e responsabilidade institucional em uma reflexão sobre a presença das línguas originárias nos sistemas de IA. A instituição também segue aprofundando o debate sobre os impactos da tecnologia na produção cultural e sobre os desafios éticos, sociais e criativos trazidos pela inteligência artificial.
A inovação encontrou também espaço na exposição “Carnaval: Uma Paixão Carioca”, inaugurada em março na sede da Lapa. Partindo do vasto acervo da Fundação, a mostra apresentou o carnaval como elemento essencial da identidade cultural do Rio de Janeiro, valorizando foliões, trabalhadores, músicos, blocos e todos aqueles que fazem a festa acontecer. Entre as experiências da exposição está a participação da inteligência artificial Orion Nova, caracterizada como Rei Momo, aproximando o público de informações e histórias sobre o carnaval fluminense por meio de uma experiência interativa.
A preservação, porém, continua caminhando lado a lado com a valorização dos acervos físicos e audiovisuais. Em 2026, a F.MIS efetivou sua 47ª coleção, a Coleção Hermogêneo Rangel, reunindo mais de 30 itens relacionados ao cineasta e produtor brasileiro, incluindo fotografias, livros, documentos, fragmentos de filmes e um projetor. Em uma ação conjunta com o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Fundação também trabalhou durante quase um ano na recuperação dos fragmentos cinematográficos da coleção, com a digitalização realizada na própria F.MIS.
A atuação da Fundação ultrapassou novamente os limites de suas sedes. Ao longo do ano, a F.MIS esteve presente em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro, levando conhecimento, memória e cultura para outras regiões e fortalecendo vínculos com instituições e comunidades locais. A presença em festivais, encontros, seminários e atividades culturais também ampliou a circulação da instituição e mantendo a sua vocação de construir pontes entre diferentes territórios.
Um desses momentos aconteceu na 9ª edição do Festival Santa Cruz de Cinema, no Rio Grande do Sul, onde a participação da F.MIS contribuiu para o fortalecimento do intercâmbio com instituições e agentes do audiovisual de outras regiões do país. Foi também durante esse processo de aproximação que nasceu o diálogo que levou à parceria com o Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul (Iecine) para a salvaguarda do acervo audiovisual do Observatório Iecine, composto por mais de 50 episódios exibidos pela TVE/RS e aproximadamente 200 horas de material bruto.
A vocação para o intercâmbio cultural também ganhou dimensão internacional. Em 2026, a F.MIS recebeu um coral argentino no MIS Copacabana, fortalecendo as relações culturais entre Brasil e Argentina e dando continuidade a uma política de aproximação internacional que vem sendo construída pela Fundação. O encontro mostrou que preservar a memória também significa estabelecer diálogos entre diferentes culturas e compartilhar experiências que ultrapassam fronteiras.
Nas sedes da Fundação, a programação cultural permaneceu intensa. A Sala Glauber Rocha, na Praça XV, voltou a receber o CineMIS, criando novamente um espaço de encontro entre o público, o cinema brasileiro e profissionais do audiovisual. Sessões seguidas de debates aproximaram espectadores de obras importantes da cinematografia nacional e transformaram a experiência de assistir a um filme em uma oportunidade de reflexão, formação e troca.
A Praça XV também recebeu diferentes iniciativas ao longo do ano, como o debate “Cafona é quem? O brega como patrimônio emocional brasileiro”, que dialogou diretamente com a valorização da música popular brasileira e com a trajetória de pesquisa registrada no acervo da instituição. O projeto Bandas Inesquecíveis homenageou a Banda Grafite, enquanto o Sarau dos Saraus transformou a Sala Glauber Rocha em espaço de encontro poético. A Fundação também celebrou o centenário de Jorge Goulart, preservando e celebrando trajetórias que fazem parte da história cultural brasileira.
Cada uma dessas ações integra uma mesma missão, fazer com que a memória não permaneça parada. Ao promover exposições, debates, sessões de cinema, saraus, homenagens, gravações, pesquisas e encontros, a F.MIS transforma seu acervo em ponto de partida para novas experiências. O passado deixa de ser apenas objeto de consulta e passa a ser matéria viva para a construção do presente.
A expansão das parcerias também demonstra essa vocação. A Fundação vem fortalecendo relações com museus, centros culturais, órgãos públicos, universidades, instituições de pesquisa, produtores, artistas e diferentes agentes da cultura. A cooperação com o CTAv, o diálogo com o Iecine, a participação em festivais nacionais e o intercâmbio com a Argentina são exemplos de uma atuação que entende a preservação como uma tarefa coletiva.
A história da F.MIS é, portanto, feita de acervos, mas também de pessoas. São os profissionais que catalogam, pesquisam, restauram, digitalizam, conservam, entrevistam, produzem, comunicam e criam novas formas de aproximar o público da memória. São também os doadores, pesquisadores, artistas, parceiros e visitantes que ajudam a dar sentido a tudo aquilo que a instituição preserva.
Aos 61 anos, a Fundação Museu da Imagem e do Som segue olhando para o futuro sem perder de vista aquilo que a trouxe até aqui. Preserva fotografias que atravessaram décadas, vozes que poderiam se perder no tempo, filmes que resistiram à deterioração, documentos que ajudam a reconstruir histórias e objetos que carregam consigo marcas de outras épocas. Ao mesmo tempo, experimenta novas tecnologias, cria novas plataformas, amplia suas fronteiras e encontra novas maneiras de escutar e compartilhar.
Mais do que guardar o passado, a F.MIS trabalha para que ele continue produzindo sentidos. Porque memória só permanece verdadeiramente viva quando pode ser acessada, questionada, compartilhada e reinventada por cada nova geração.
A F.MIS celebra não apenas o tempo que passou, mas todas as histórias que ainda estão por ser contadas. E segue, como guardiã da memória audiovisual brasileira, construindo pontes entre aquilo que fomos, aquilo que somos e aquilo que ainda podemos ser.
Publicado em 03/09/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS promove sessão antecipada de “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso” em nova edição do CineMIS
Em comemoração aos 61 anos da Fundação Museu da Imagem e do Som, na próxima terça-feira, 8/9, às 18h30, a F.MIS realiza mais uma edição do CineMIS, na Sala Glauber Rocha, na sede da Praça XV. Em uma sessão especial e antecipada, o público poderá assistir ao documentário “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso”, dirigido por Eduardo Albergaria, dois dias antes de sua estreia oficial nos cinemas, marcada para 10 de setembro. A exibição é uma realização da Fundação em parceria com a Urca Filmes.
Após a exibição, será realizado um debate com a participação do presidente da F.MIS, Cesar Miranda Ribeiro, do diretor Eduardo Albergaria, e do produtor Leonardo Edde. A conversa será mediada por Juliana Botelho, coordenadora de Cinema da Fundação, e irá promover uma reflexão sobre o filme, a história do rádio brasileiro e a importância do PRK-30 para a cultura nacional.
O documentário “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso” retrata a trajetória de um dos maiores programas de rádio de todos os tempos, revisitando a importância do PRK-30 para a história da radiodifusão brasileira. A produção chega ao público justamente no ano em que a Rádio Nacional completa 90 anos, reforçando a celebração do rádio como um dos principais meios de comunicação e de formação cultural do país.
A sessão especial integra a programação do CineMIS, iniciativa da F.MIS voltada à exibição de obras cinematográficas e à criação de espaços de encontro, debate e reflexão sobre o audiovisual. A realização de uma sessão antecipada também reforça a parceria da Fundação com agentes da produção cinematográfica brasileira e amplia o acesso do público a obras que dialogam diretamente com a preservação da memória cultural do país.
A entrada é gratuita, com distribuição de senhas no local a partir de uma hora antes da sessão, por ordem de chegada. A Sala Glauber Rocha possui capacidade para 51 lugares e a entrada está sujeita à lotação. As portas serão fechadas às 18h30.
Serviço
CineMIS – Sessão antecipada “PRK 30 – O Rádio Pelo Avesso”
Data: 8 de setembro de 2026 (terça-feira)
Horário: 18h30
Local: Sala Glauber Rocha – sede Praça XV da F.MIS
Endereço: Praça Luiz Souza Dantas, 1 – Centro
Entrada gratuita
Senhas: distribuição no local a partir das 17h30, por ordem de chegada
Capacidade: 51 lugares, sujeita à lotação. As portas fecham às 18h30

F.MIS inicia projeto de contribuição à história e à memória social do acervo do museu
A Fundação Museu da Imagem e do Som dá início ao projeto “Formulário de Contribuição à História e à Memória Social do Acervo F.MIS – Centro de Pesquisa RCA”, iniciativa que cria um novo canal de participação da sociedade na construção de conhecimentos sobre o patrimônio cultural salvaguardado pela instituição. A proposta busca reunir informações e saberes que possam contribuir para ampliar a identificação, a descrição e a compreensão dos itens que integram o acervo do museu.
A iniciativa parte do princípio de que a preservação do patrimônio cultural também pode ser construída de forma participativa, valorizando os conhecimentos de pessoas e grupos que possuem informações relacionadas aos itens preservados pela Fundação. O projeto adota como referência práticas do conceito de “inventário participativo”, método desenvolvido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que reconhece o protagonismo dos indivíduos e das comunidades na identificação e construção de conhecimentos sobre o patrimônio cultural.
Para a historiadora e responsável pelo setor Iconográfico da F.MIS, Daiane Lopes, a proposta amplia as possibilidades de compreensão dos acervos ao incorporar diferentes perspectivas e informações. “A memória de um acervo não está apenas nos documentos que conseguimos identificar e catalogar. Muitas vezes, existem histórias, nomes, contextos e informações que estão na memória das pessoas e que podem contribuir de maneira significativa para a compreensão desses itens. O formulário cria justamente esse espaço de escuta, permitindo que esses conhecimentos sejam compartilhados e posteriormente avaliados pela equipe técnica”, afirma.
O formulário funciona como um canal ativo de contribuição à história e à memória social, permitindo que o público envie informações que possam enriquecer os registros existentes no Centro de Pesquisa Ricardo Cravo Albin. A participação da sociedade pode contribuir para a identificação de pessoas, locais, acontecimentos, contextos históricos e outras informações relacionadas aos itens que compõem o acervo.
A proposta também fortalece a atuação do Centro de Pesquisa RCA como espaço de acesso e produção de conhecimento. Para o historiador e coordenador do setor Institucional da F.MIS, Matheus Freire, a iniciativa aproxima a instituição da sociedade e possibilita uma participação mais ativa dos pesquisadores. “A implementação do inventário participativo é de extrema valia para o Centro de Pesquisa da nossa Fundação, pois permite uma relação mais direta e transparente entre a sociedade e a nossa Fundação, permitindo ao pesquisador contribuir com a preservação de nosso rico acervo”, destaca.
Todas as informações encaminhadas pelo formulário passarão por avaliação e conferência da equipe técnica dos setores responsáveis pelos acervos. O procedimento é necessário para verificar a consistência e a veracidade histórica dos dados recebidos, evitando erros, informações imprecisas ou possíveis atribuições indevidas. O envio de uma contribuição não implica sua inserção automática nos sistemas da Fundação.
Após a análise interna, as informações consideradas pertinentes poderão ser incorporadas aos registros dos itens do acervo, contribuindo para ampliar as possibilidades de pesquisa e consulta. O processo não possui prazo determinado para avaliação ou garantia de inserção das contribuições, justamente em razão da necessidade de análise técnica de cada informação recebida.
A iniciativa representa mais uma ação da Fundação para aproximar a sociedade de seu patrimônio e estimular uma construção coletiva da memória cultural.
Publicado em 27/08/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” encerra temporada revisitando o Festival dos Festivais de 1985



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 29/8, o oitavo e último episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado ao Festival dos Festivais, realizado em 1985. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa encerra a temporada revisitando o evento promovido pela TV Globo para celebrar seus 20 anos e resgatar a tradição dos grandes festivais de música brasileira, em um período marcado pela redemocratização do país e por profundas transformações no cenário musical.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, palco que marcou diferentes momentos da história dos festivais e que, em 1985, recebeu o evento organizado pela TV Globo. A narrativa contextualiza a proposta da emissora de recuperar a chamada “Era de Ouro” dos festivais e destaca as mais de 12 mil músicas inscritas por compositores de todo o país, além da estrutura televisiva criada para apresentar a competição a uma nova geração.
Entre os destaques do programa estão as apresentações de Oswaldo Montenegro, com “Condor”, e Emílio Santiago, com “Elis, Elis”, além da irreverência do grupo Língua de Trapo em “Os Metaleiros Também Amam” e da presença da música baiana com “Caribe, Calibre, Amor”, defendida pelo Grupo Santa Cruz. O episódio também relembra a força das torcidas presentes no Maracanãzinho e a participação de artistas como Joelho de Porco e Rossini Ferreira, evidenciando a diversidade de estilos que marcou aquela edição.
O programa chega ainda ao momento decisivo da competição, apresentando as três canções vencedoras do Festival dos Festivais. O terceiro lugar ficou com “Verde”, de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, interpretada por Leila Pinheiro, que também recebeu o prêmio de Cantora Revelação. Em segundo lugar, “Mira Ira”, de Lula Barbosa e Vanderlei de Castro, defendida por Lula Barbosa, Miriam Mirah, Grupo Tarancón e Placa Luminosa. Já o primeiro lugar foi conquistado por “Escrito nas Estrelas”, de Arnaldo Black e Carlos Rennó, na marcante interpretação de Tetê Espíndola.
Além da experiência sonora, o episódio propõe uma reflexão sobre o encerramento da temporada e sobre o legado dos grandes festivais na formação da música brasileira. Ao lembrar o Festival dos Festivais, realizado em um momento de transição política e cultural do país, a edição mostra como esses eventos se reinventaram ao longo das décadas, acompanhando novas linguagens, formatos de televisão e transformações no comportamento do público, sem perder sua capacidade de revelar artistas e registrar diferentes momentos da cultura nacional.
Ao longo de oito episódios, o “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” revisitou acontecimentos fundamentais da história da música brasileira, passando por diferentes gerações, estilos e contextos históricos. A temporada recuperou registros de festivais que ajudaram a revelar grandes nomes da música e a transformar esses eventos em importantes espaços de expressão artística e memória cultural.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação, adaptação de roteiro, pesquisa e curadoria musical de Guilherme Escobar, com edição-chefe de Carlos Filho. A captação de som é de Mikael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 27/08/2026 por Marcelo Egypto

Depoimento para a Posteridade de Paulo Cesar de Araújo marca reparação histórica e registra trajetória do pesquisador na F.MIS



A Fundação Museu da Imagem e do Som realizou no dia 25/08, na sede histórica da Praça XV, mais uma edição do projeto Depoimentos para a Posteridade. O convidado foi o jornalista, professor, historiador, escritor e biógrafo Paulo Cesar de Araújo, que teve sua trajetória registrada para integrar o acervo da F.MIS. O depoimento teve duração de quase quatro horas e foi marcado por relatos sobre sua trajetória profissional, acadêmica e pessoal, além de reflexões sobre a música popular brasileira e a valorização da música
A realização do depoimento representa também um importante gesto de reparação histórica. Paulo Cesar de Araújo é uma das principais referências acadêmicas e literárias nos estudos sobre a música brega no Brasil, gênero que, conforme apontado pelo próprio pesquisador em uma de suas obras, não havia sido contemplado entre os nomes registrados pelo projeto ao longo de sua história.
Durante quase quatro horas de gravação, Paulo Cesar compartilhou diferentes momentos de sua trajetória, abordando sua formação, experiências profissionais, pesquisas e a relação construída ao longo dos anos com a música popular brasileira. O depoimento também possibilitou uma reflexão sobre o papel da pesquisa e da preservação da memória na valorização de artistas, gêneros e manifestações culturais que foram historicamente colocados à margem da crítica tradicional.
Principal referência nos estudos sobre a música brega no país, Paulo Cesar dedicou parte significativa de sua trajetória à pesquisa e à valorização de artistas e obras que, durante décadas, foram marginalizados pela crítica musical. Seu trabalho contribuiu para ampliar o reconhecimento da relevância cultural e histórica do gênero dentro da música popular brasileira.
Formado em Comunicação Social pela PUC-Rio e em História pela UFF, Paulo Cesar de Araújo é mestre em Memória Social e Documento pela UNIRIO e doutor em Ciência Política pela UFF. Professor desde 1995, é autor de livros como Eu não sou cachorro, não: música popular cafona e ditadura militar, além de obras dedicadas ao cantor Roberto Carlos.
O depoimento foi conduzido pela historiadora Daiane Lopes, responsável pelo setor Iconográfico da F.MIS, que acompanhou o pesquisador ao longo da conversa e contribuiu para a construção dos relatos registrados durante a gravação.
Criado em 1966, o Depoimentos para a Posteridade é um dos mais importantes projetos de memória oral do Brasil. A iniciativa registra, em áudio e vídeo, relatos de grandes nomes da cultura brasileira e já reúne mais de mil entrevistas disponíveis para pesquisa. O primeiro depoente foi o compositor João da Baiana, em 24 de agosto de 1966.
Com o registro de Paulo Cesar de Araújo, a F.MIS amplia seu acervo de memória oral e fortalece seu compromisso com a preservação da diversidade da cultura brasileira. O depoimento passa a integrar oficialmente o acervo da Fundação, garantindo que a trajetória e as contribuições do pesquisador permaneçam disponíveis para futuras pesquisas e para as próximas gerações.
Quer conhecer mais sobre os Depoimentos para a Posteridade? Agende uma visita ao Centro de Pesquisa, Memória e Documentação Ricardo Cravo Albin pelo e-mail saladepesquisa@mis.rj.gov.br
Publicado em 27/08/2026 por Marcelo Egypto

Festival de Cinema de Gramado marca anúncio de parceria entre Iecine e F.MIS para preservação de acervo
A Fundação Museu da Imagem e do Som e o Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul (Iecine) anunciaram oficialmente, durante o Festival de Cinema de Gramado, no dia 21 de agosto, o acordo para a salvaguarda do acervo audiovisual do Observatório Iecine. Durante o anúncio, a diretora do Iecine, Sofia Ferreira, destacou a importância da parceria e ressaltou que o material ficará sob a responsabilidade da F.MIS, instituição que, segundo ela, é uma das principais referências brasileiras na preservação e difusão da memória audiovisual. “Essa é uma parceria que prevê a preservação desse material digital nessa que é a mais antiga e importante instituição de preservação e difusão da memória audiovisual brasileira”, afirmou Sofia.
“Essa parceria representa uma importante iniciativa de preservação e intercâmbio da memória audiovisual. Esse acervo reúne registros fundamentais sobre a produção cinematográfica e audiovisual do Rio Grande do Sul e aproxima diferentes perspectivas da história do cinema nacional”, destaca o presidente da Fundação.
O acervo do Observatório Iecine é composto por mais de 50 episódios de programas de televisão exibidos pela TVE/RS, além de aproximadamente 200 horas de material bruto. O conjunto reúne entrevistas com importantes nomes do audiovisual brasileiro, coberturas de edições do Festival de Cinema de Gramado e do Festival Cinema Negro em Ação, além de registros de bastidores e making-of de produções cinematográficas realizadas no Rio Grande do Sul.
Durante o anúncio, Sofia Ferreira também agradeceu aos profissionais que contribuíram para a formação do acervo por meio de entrevistas e depoimentos. Entre os nomes mencionados pela diretora estão o ator Sirmar Antunes, a atriz Titina Medeiros, o ator e dramaturgo Rui Rezende e o cineasta Luiz Carlos Barreto. As entrevistas presentes no material formam um amplo registro de diferentes momentos, experiências e perspectivas do audiovisual brasileiro.
Os conteúdos também abordam temas relevantes para o debate contemporâneo sobre o setor, como Cinema Negro, Cinema Feminino, as discussões sobre a Lei do Streaming, as retomadas do audiovisual nacional e os desafios da produção cinematográfica no Brasil. O material reúne, ainda, entrevistas com nomes como Caio Blat, Babu Santana, Maria Bopp, Katiuscia Canoro, Larissa Bocchino, Edson Celulari, Bruna Linzmeyer, Bárbara Paz, Fábio Assunção, Kleber Mendonça Filho, Jorge Furtado, Aly Muritiba, Jeferson De, Fernanda Lomba, Maria Angela de Jesus, Sara Silveira, Nora Goulart e Luciana Tomasi, entre outros.
Para Sofia, a preservação do Observatório Iecine permitirá que o conteúdo continue contribuindo para pesquisas e novas produções. “Esse conteúdo permanecerá disponível para futuras pesquisas e produções, aproximando a produção gaúcha do cinema nacional e garantindo a memória futura da nossa história presente”, afirmou a diretora.
A parceria teve origem em uma aproximação entre as duas instituições durante a 9ª edição do Festival Santa Cruz de Cinema, no Rio Grande do Sul, onde a F.MIS esteve presente. A partir dos diálogos realizados durante o festival, foram iniciadas as tratativas para a transferência e salvaguarda do material, posteriormente formalizadas entre a F.MIS e o Iecine.
A preservação do acervo também possui relevância por se tratar de um conjunto predominantemente digital. A adoção de procedimentos adequados de salvaguarda é fundamental para garantir a integridade, a permanência e o acesso aos arquivos ao longo do tempo. Com a parceria, a F.MIS passa a contribuir diretamente para a preservação de registros que ajudam a contar a história recente do audiovisual gaúcho e brasileiro.
Fundado em 22 de julho de 1986, o Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul tem como principal função planejar, incentivar e apoiar o desenvolvimento da produção, distribuição e exibição audiovisual e cinematográfica no estado. Já a F.MIS, com sua atuação voltada à preservação, pesquisa e difusão da memória audiovisual brasileira, amplia, com a iniciativa, sua rede de cooperação com instituições de diferentes regiões do país.
O acordo entre F.MIS e Iecine fortalece o intercâmbio entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul e garante que as vozes, imagens e registros reunidos pelo Observatório Iecine permaneçam preservados, contribuindo para novas pesquisas, produções e para a construção da memória audiovisual brasileira.
Publicado em 25/08/2026 por Marcelo Egypto

A Fundação Museu da Imagem e do Som reproduz, com autorização do autor, Eric Herrero, tenor e gestor cultural, o texto a seguir.
A arte de fazer Cultura por trás dos palcos
Reflexões sobre planejamento, gestão, investimento e o trabalho invisível que torna a arte possível
Por Eric Herrero


Quando apagam-se as luzes da plateia e o palco ilumina-se, inicia-se para o público aquilo que chamamos de espetáculo. A orquestra toca o prelúdio ou abertura, vai-se a cortina, os artistas entram em cena e, durante algumas horas, somos convidados a experimentar um universo que parece existir apenas naquele instante.
Mas, para quem faz Cultura, o espetáculo começou muito antes.
Antes da primeira nota, do primeiro movimento, da primeira palavra ou do primeiro aplauso, houve uma ideia. E entre a ideia e sua realização existe um caminho longo, complexo e quase sempre invisível, feito de planejamento, escolhas, contas, contatos, contratos, infraestrutura, equipes, prazos e uma sucessão de decisões que precisam convergir para um único momento: aquele em que a arte finalmente encontra o público.
Talvez seja essa uma das dimensões menos conhecidas do fazer cultural. Estamos acostumados a associar a cultura àquilo que vemos. O cantor, o ator, o bailarino, o músico, o maestro, o cenário, o figurino. Mas há uma verdadeira engenharia por trás de cada espetáculo. E ela começa por uma pergunta aparentemente simples: o que queremos realizar?
A partir dela, surgem muitas outras:
Quais os artistas para aquele projeto? Quanto custa? Temos os recursos necessários? Qual é o tempo de preparação? Quem são os profissionais adequados? O espaço comporta aquilo que imaginamos? Quantos ensaios serão necessários? Quais contratos precisam ser celebrados? Existem direitos autorais envolvidos? Será preciso transportar cenários, figurinos ou instrumentos? Há artistas de outras cidades ou países? Como serão organizadas viagens e hospedagens? De quais fornecedores precisaremos? Como será feita a comunicação? Como chegaremos ao público?
Fazer cultura exige sonhar, mas exige também colocar o sonho diante de uma planilha, e não vejo qualquer contradição nisso.
Ao contrário: planejar não diminui a criação. Planejar cria as condições para que ela aconteça.
Uma ideia artística pode ser extraordinária e, ainda assim, não encontrar as condições necessárias para chegar ao palco. Por isso, uma parte fundamental do trabalho de gestão está em construir pontes entre aquilo que desejamos realizar e aquilo que efetivamente podemos realizar. Às vezes ampliamos uma ideia. Em outras, precisamos redimensioná-la. Em determinados momentos, adiamos. Em outros, encontramos parceiros que tornam possível aquilo que parecia inviável.
É nesse ponto que fazer Cultura também significa fazer escolhas.
Nenhuma instituição possui orçamento infinito. Nenhuma temporada comporta todos os projetos. Nenhum palco consegue receber todas as obras, todos os artistas ou todas as propostas que gostaríamos de apresentar.
Escolher, portanto, faz parte do ofício, e essas escolhas estão longe de ser apenas administrativas.
Quando decidimos recuperar uma obra que há décadas não é apresentada, estamos fazendo uma escolha cultural. Quando abrimos espaço para um jovem artista, também. Quando investimos em formação, preservação de acervo, novas produções, circulação, acessibilidade ou ampliação de público, estamos dizendo, de alguma maneira, qual cultura queremos ajudar a construir.
Administrar recursos é também estabelecer prioridades estabelecer prioridades é assumir responsabilidade.
Existe ainda outro elemento fundamental nesse processo: as relações.
Cultura se faz, fundamentalmente, com pessoas.
Um telefonema pode iniciar uma parceria. Uma conversa pode aproximar instituições. Um encontro pode resultar em um projeto que só será realizado anos depois. Um patrocinador pode acreditar em uma proposta. Um artista pode aceitar um desafio. Uma equipe pode encontrar uma solução quando parecia não haver saída.
Ao longo do tempo, compreendemos que uma instituição cultural não existe isoladamente. Ela faz parte de uma rede. Artistas, técnicos, produtores, gestores, patrocinadores, governos, empresas, universidades, escolas, organizações culturais e público formam um ecossistema que precisa conversar.
Por isso, contatos não são apenas uma agenda de nomes, mas relações de confiança construídas ao longo dos anos.
Depois vêm os contratos.
A arte também precisa de documentos, responsabilidades, prazos e garantias. É preciso contratar artistas, fornecedores e serviços; organizar pagamentos; estabelecer cronogramas; observar legislações; cuidar de direitos; prestar contas dos recursos utilizados.
Há algo importante nessa dimensão que muitas vezes passa despercebido: profissionalizar a Cultura não significa burocratizá-la. Significa protegê-la.
Um contrato bem construído protege o artista, a instituição e o recurso empregado. Um orçamento responsável permite continuidade. Uma prestação de contas correta preserva a possibilidade de novos investimentos. Uma gestão eficiente cria confiança.
E confiança também produz Cultura.
Há ainda a infraestrutura. Palcos não funcionam sozinhos.
Existem máquinas, equipamentos, varas de cenário, iluminação, som, instrumentos, camarins, oficinas, depósitos, salas de ensaio, sistemas elétricos, segurança, limpeza e manutenção. Há profissionais que chegam muito antes do público e permanecem depois que ele vai embora.
Há quem monte e desmonte, quem transporte, costure, illumine, afine, produza e organize partituras. Além disso, há quem cuide dos instrumentos, prepare o camarim, opere equipamentos, receba o público, cuide da segurança e quem resolva, muitas vezes em poucos minutos, um problema que ninguém na plateia jamais saberá que existiu.
Essa talvez seja uma das imagens mais bonitas do fazer cultural: centenas de trabalhos diferentes convergindo para o mesmo instante. Quando tudo funciona, parece simples, não é mesmo?
Talvez esse seja justamente um dos maiores paradoxos dos bastidores: quanto melhor é o trabalho realizado antes da abertura da cortina, menos ele aparece!
O público não precisa pensar no contrato que foi assinado, na passagem aérea que precisou ser alterada, no orçamento que foi revisto, na peça de um equipamento que precisou ser substituída, na negociação que atravessou semanas ou no ensaio que precisou mudar de horário.
O público precisa encontrar a arte! E é para isso que todo o restante existe.
Mas existe uma dimensão que não pode ser esquecida: o dinheiro investido em Cultura não fica restrito ao palco. Uma produção cultural movimenta uma cadeia muito maior. O recurso destinado a um projeto pode chegar ao artista, mas também ao técnico, ao fornecedor, ao hotel, ao restaurante, ao transporte, à empresa de comunicação, ao profissional administrativo, ao aluguel de equipamentos e a tantos outros serviços que participam da realização de uma obra.
A Fundação Getulio Vargas ajuda a dimensionar esse efeito:
No Estado do Rio de Janeiro, estudo da FGV sobre a execução da Lei Paulo Gustavo mostrou que os R$ 139 milhões executados em 2023 geraram impacto de R$ 852,2 milhões na economia fluminense. Segundo o estudo, para cada R$ 1,00 investido em Cultura, R$ 6,51 retornaram à sociedade e aos cofres públicos. A aplicação dos recursos em 1.190 projetos, distribuídos por 19 editais, esteve associada à criação de 11.526 postos de trabalho, entre diretos e indiretos.
No panorama nacional, a pesquisa mais recente da FGV sobre a Lei Rouanet, referente aos projetos executados em 2024, aponta um impacto ainda mais expressivo: para cada R$ 1,00 investido por meio da renúncia fiscal, R$ 7,59 retornaram à economia e à sociedade. No mesmo ano, a Lei Rouanet movimentou R$ 25,7 bilhões na economia brasileira e gerou ou sustentou 228 mil postos de trabalho. O estudo também identificou R$ 1,39 em arrecadação tributária para cada R$ 1,00 investido via renúncia fiscal.
Esses números ajudam a desmontar uma ideia simplista de que Cultura é despesa.
Talvez a pergunta não devesse ser quanto custa fazer Cultura, mas quanto deixamos de movimentar quando deixamos de fazê-la.
O dinheiro que chega ao palco não permanece no palco! Ele se transforma em trabalho, renda, impostos, serviços, circulação econômica, formação profissional, turismo, ocupação de espaços, encontros e oportunidades.
Mas é importante não cair em outra armadilha: a de justificar a Cultura apenas porque ela gera dinheiro.
O retorno econômico é uma parte da história. Não é a história inteira.
Cultura também gera identidade, pertencimento, formação, memória, conhecimento, autoestima e perspectiva de futuro. Esses valores são muito mais difíceis de colocar em uma planilha — e nem por isso são menos reais.
Há investimentos cujo retorno podemos calcular. E há investimentos cujo valor só conseguimos compreender quando olhamos para uma sociedade transformada por eles.
É por isso que a Cultura precisa ser compreendida simultaneamente como direito, como patrimônio, como força econômica e como instrumento de desenvolvimento humano.
Talvez seja também por isso que trabalhar com Cultura seja aprender a conviver permanentemente com o futuro.
Enquanto o público assiste ao espetáculo de hoje, alguém nos bastidores já está pensando no espetáculo de amanhã.
O trabalho também não termina com os aplausos. Depois que a cortina se fecha, há desmontagens, limpeza, organização, pagamentos, relatórios, avaliações, prestações de contas, registros, arquivos e, claro, aprendizados. É preciso entender aquilo que funcionou e aquilo que pode funcionar melhor. É preciso preservar a memória do que aconteceu e, quase imediatamente, começar a preparar aquilo que acontecerá depois.
Ao longo dos anos, aprendi a olhar para o palco de duas maneiras. Continuo enxergando a emoção, a beleza e a capacidade extraordinária que a arte possui de transformar um instante. Mas passei também a enxergar tudo aquilo que sustenta esse instante.
As contas, as escolhas, as reuniões, os telefonemas os contratos, os cronogramas os ensaios, as dificuldades, as pessoas e as soluções encontradas quando alguma coisa parecia impossível.
Isso também é fazer Cultura.
Talvez, a verdadeira arte por trás dos palcos esteja justamente aí: transformar recursos, pessoas, ideias e possibilidades em algo que, durante algumas horas, faça o público esquecer toda a complexidade necessária para que aquele encontro pudesse existir.
No palco, um espetáculo pode durar duas ou três horas… por trás dele, porém, existem meses de trabalho, milhares de decisões e muitas mãos.
Quando as luzes se apagam e chegam os aplausos, vemos o resultado.
Mas fazer Cultura é também tudo aquilo que foi necessário para chegarmos até ali.
Fontes e referências
Fundação Getulio Vargas — Estudo sobre o impacto da Lei Paulo Gustavo no Estado do Rio de Janeiro (2024). https://portal.fgv.br/noticias/estudo-analisa-impacto-lei-paulo-gustavo-estado-rio-janeiro
Fundação Getulio Vargas — Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet (2026), com dados referentes a 2024. https://portal.fgv.br/noticias/lei-rouanet-movimenta-r-257-bilhoes-e-sustenta-228-mil-empregos-aponta-estudo-da-fgv
FGV — Relatório completo da Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet. https://portal.fgv.br/sites/default/files/uploads/relatorio-diagramado-19h.pdf
UNESCO — Culture and Arts. https://www.unesco.org/en/culture

CineMIS reúne grande público para exibição de “Saneamento Básico” e debate sobre cinema brasileiro





A Fundação Museu da Imagem e do Som realizou ontem, 19/8, na Sala Glauber Rocha, na sede da Praça XV da instituição, mais uma edição do CineMIS. O evento contou com a exibição do filme “Saneamento Básico, o Filme” (2007), dirigido e escrito por Jorge Furtado, em uma sessão que reuniu grande público. Após a exibição, aconteceu um debate com Hernani Heffner, gerente da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), e Taíla Borges, superintendente de Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ). O evento também contou com a presença do diretor de fotografia Affonso Beato, um dos principais nomes da cinematografia nacional e internacional.
Lançado em 2007, “Saneamento Básico, o Filme” é uma comédia brasileira que acompanha um grupo de moradores de uma pequena comunidade do sul do país em busca de uma solução para o problema de tratamento de esgoto da região. Diante da falta de recursos da prefeitura para realizar a obra, os moradores decidem produzir um filme para tentar obter o financiamento necessário. A produção é protagonizada por Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga e Bruno Garcia, e conta ainda com participações de Lázaro Ramos, Tonico Pereira e Paulo José.
A sessão lotou a Sala Glauber Rocha e despertou grande interesse do público, que acompanhou o filme com atenção. A exibição proporcionou aos espectadores a oportunidade de revisitar uma produção que utiliza o humor para abordar questões relacionadas à realidade brasileira, à produção cultural e às dificuldades enfrentadas por comunidades na busca por soluções para problemas locais.
Após a sessão, Hernani Heffner e Taíla Borges participaram de um debate sobre o filme e diferentes aspectos relacionados ao cinema brasileiro. A conversa despertou grande interesse entre os presentes, que participaram ativamente do encontro e puderam aprofundar a reflexão sobre a obra e sobre temas relacionados ao audiovisual nacional.
O debate também possibilitou uma troca entre profissionais do setor e o público, ampliando a experiência proporcionada pela exibição. A presença de representantes de diferentes áreas do audiovisual contribuiu para uma discussão sobre cinema, preservação e os caminhos da produção cinematográfica brasileira.
Com mais uma edição do CineMIS, a F.MIS mantém o seu compromisso com a difusão do patrimônio audiovisual brasileiro e com a criação de espaços de acesso, formação e reflexão sobre o cinema nacional. A iniciativa aproxima o público de obras importantes da cinematografia brasileira e promove o encontro entre espectadores e profissionais que atuam na preservação, produção e desenvolvimento do setor.
Publicado em 20/08/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” revisita a primeira edição do Rock in Rio



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 22/8, o sétimo episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado à primeira edição do Rock in Rio, realizada em 1985. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos maiores eventos musicais da história do Brasil, destacando sua importância para a redemocratização do país, a consolidação do rock brasileiro e a abertura do Brasil para as grandes turnês internacionais.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta à Cidade do Rock, em Jacarepaguá, onde o festival reuniu cerca de 1,38 milhão de pessoas ao longo de dez dias de apresentações. A narrativa apresenta a origem do evento, idealizado pelo empresário Roberto Medina, e relembra como o Rock in Rio estabeleceu um novo modelo de festival no Brasil, reunindo grandes nomes nacionais e internacionais em uma estrutura inédita para o público brasileiro.
Entre os destaques do programa está a abertura do festival, em 11 de janeiro, com Ney Matogrosso, que subiu ao palco acompanhado do grupo Placa Luminosa e apresentou “América do Sul”. O episódio também relembra a histórica apresentação do Barão Vermelho no dia em que Tancredo Neves foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral, com Cazuza encerrando o show enrolado na bandeira brasileira e cantando “Pro Dia Nascer Feliz”. A edição aborda ainda a participação de artistas como Erasmo Carlos, Paralamas do Sucesso, Gilberto Gil, Rita Lee, Lulu Santos, Blitz, Elba Ramalho e Alceu Valença, além do impacto do festival sobre a geração do chamado BRock.
A programação internacional também ocupa lugar de destaque no episódio, com apresentações de Queen, Iron Maiden, Whitesnake, Scorpions, AC/DC, Ozzy Osbourne, James Taylor e Yes. O programa relembra momentos marcantes, como a reação do público à interpretação de “I Want to Break Free” por Freddie Mercury, a estreia do Iron Maiden na América do Sul e a participação de James Taylor, que posteriormente atribuiu ao festival um papel importante em seu reencontro com a música.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções que marcaram a primeira edição do Rock in Rio, como “América do Sul”, de Ney Matogrosso, “Minha Fama de Mau”, de Erasmo Carlos, “Pro Dia Nascer Feliz”, do Barão Vermelho, “Óculos”, dos Paralamas do Sucesso, “I Want to Break Free”, do Queen, “Ain’t No Love in the Heart of the City”, do Whitesnake, “Only a Dream in Rio”, de James Taylor, e “Owner of a Lonely Heart”, do Yes.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o impacto do Rock in Rio na cultura brasileira. O episódio mostra como o festival ajudou a profissionalizar o mercado de shows, colocou o Brasil no circuito das grandes turnês internacionais e marcou uma geração que vivia o processo de redemocratização do país. Ao revisitar a primeira edição, o programa também evidencia os contrastes de um evento que, apesar das dificuldades financeiras e estruturais, tornou-se um marco da música e do entretenimento no Brasil.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação, pesquisa , curadoria musical e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar, com edição-chefe de Carlos Filho. A captação de som é de Mikael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 20/08/2026 por Marcelo Egypto

LUIZ CARLOS BARRETO, companheiro de uma geração que acreditou no cinema brasileiro
A Fundação Museu da Imagem e do Som reproduz, com autorização do autor, esta homenagem a Luiz Carlos Barreto, escrita por Ricardo Cravo Albin, primeiro diretor executivo da F.MIS.
Há pessoas que atravessam a nossa vida profissional e deixam apenas uma lembrança passageira. Outras, porém, pertencem a uma época inteira. Quando me lembro de Luiz Carlos Barreto, é justamente assim que o vejo: como um homem intimamente ligado a uma geração que acreditou no Brasil e que procurou, através do cinema, revelar ao mundo a complexidade, a beleza e também as contradições de nossa terra.
Minha convivência com Barreto se inscreve num período particularmente intenso da cultura brasileira. Eu vinha da experiência extraordinária do Museu da Imagem e do Som, que ajudara a criar e dirigi ao longo de tanto tempo. Mais tarde, ao assumir a presidência do Instituto Nacional de Cinema cumulativamente com a direção da Embrafilme, mergulhei no cinema brasileiro em sua efervescência, com seus sonhos, suas lutas e suas enormes dificuldades.
Foi nesse ambiente que convivi mais de perto com Luiz Carlos Barreto, sempre acompanhado por sua hoje viúva, Lucy Barreto, bem como aos filhos do casal Bruno, Fábio (in memorian) e Paula Barreto, aos quais saúdo agora enternecidamente.
Recordo-me de um círculo de amigos e companheiros que se formara em torno daquele cinema heroico que então procurava novos caminhos. Estavam próximos de nós David Neves, Leon Hirszman e tantos outros. Barreto era uma presença marcante, um homem de cinema por inteiro, daqueles que não se limitam a assistir à história: querem participar dela.
Havia nele uma energia muito própria. Barreto tinha a capacidade de compreender o cinema como arte, mas também como instrumento de afirmação cultural e isso, para mim, sempre foi essencial. Lutamos pela abertura de mercados para o cinema brasileiro, mas ele não poderia ser apenas uma indústria. Precisava ser, antes de tudo, uma maneira de pensar o Brasil.
Quando estive à frente do INC e da Embrafilme, vivi um período de grandes responsabilidades. Procurávamos criar condições para que o cinema nacional pudesse produzir, circular e alcançar o público. Era um momento em que o Estado começava a assumir um papel mais estruturado no financiamento e na organização da atividade cinematográfica. E eu tinha a convicção, como os Barreto, de que era preciso abrir espaço para os nossos realizadores.
Luiz Carlos e Lucy Barreto estavam entre aqueles que frequentavam intensamente meu gabinete e participavam das discussões sobre os rumos do cinema brasileiro. Sua presença fazia parte daquele movimento maior de cineastas e produtores que queriam um cinema nacional mais forte, mais livre e mais identificado com a nossa realidade. Nossas preocupações se encontravam num ponto fundamental: a necessidade de construir uma identidade cultural própria do nosso país.
O tempo passou, naturalmente. Vieram outras gerações, outros filmes, outras formas de fazer cinema. Mas algumas amizades e alguns encontros permanecem porque estão associados a momentos decisivos de nossas vidas.
É assim que me recordo de Luiz Carlos Barreto.
Não apenas como o grande produtor que ajudou a construir capítulos fundamentais de nosso cinema, mas como um companheiro de uma época em que todos nós tínhamos a sensação de estar participando de alguma coisa maior. Barreto e sua incansável Lucy dedicavam sua energia à realização e à produção de filmes que ajudaram a formar a imagem de um país em transformação. Trabalhávamos para que o Brasil pudesse contar a sua própria história e afirmar seus valores culturais e comerciais.
Luiz Carlos Barreto pertence a essa história.
E eu me sinto feliz por ter cruzado meu caminho com o dele, naquele tempo tão intenso em que a nossa cultura parecia estar permanentemente à procura de um novo Brasil.
Ricardo Cravo Albin
Presidente do Instituto Cultural Cravo Albin e ex-presidente do Instituto Nacional do Cinema e da Embrafilme

F.MIS receberá acervo audiovisual do Observatório Iecine para preservação
A Fundação Museu da Imagem e do Som receberá do Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul (Iecine) a doação do acervo audiovisual do Observatório Iecine, conjunto que reúne registros importantes sobre o desenvolvimento do cinema e do audiovisual no Rio Grande do Sul e no Brasil. A parceria prevê a salvaguarda e preservação do material digital na F.MIS, garantindo que esse conteúdo permaneça disponível para futuras pesquisas e produções.
O acervo é composto por mais de 50 episódios do Observatório Iecine, exibidos em TV aberta pela TVE/RS, além de aproximadamente 200 horas de material bruto. Entre os conteúdos estão entrevistas com importantes nomes do audiovisual brasileiro, coberturas completas de diferentes edições do Festival de Cinema de Gramado e do Festival Cinema Negro em Ação, além de registros de bastidores e making-of de produções cinematográficas realizadas no Rio Grande do Sul.
Os materiais também abordam temas relevantes para o debate contemporâneo sobre o audiovisual, como Cinema Negro, Cinema Feminino, a discussão sobre a Lei do Streaming, as retomadas do audiovisual nacional e os desafios da produção cinematográfica no Brasil. O conjunto reúne diferentes perspectivas sobre o setor e registra transformações importantes pelas quais o cinema brasileiro passou nos últimos anos.
Entre os entrevistados estão atores e atrizes como Caio Blat, Babu Santana, Maria Bopp, Katiuscia Canoro, Larissa Bocchino, Edson Celulari, Bruna Linzmeyer, Bárbara Paz e Fábio Assunção; cineastas como Kleber Mendonça Filho, Jorge Furtado, Aly Muritiba, Jeferson De e Fernanda Lomba; além de produtores e representantes do setor audiovisual, como Maria Angela de Jesus, Sara Silveira, Nora Goulart, Luciana Tomasi, Vera Zaverucha e Rosa Helena Volk.
A diversidade de vozes presentes no acervo transforma o Observatório Iecine em um importante registro da produção audiovisual contemporânea. Os conteúdos poderão servir como fonte para futuras pesquisas acadêmicas, estudos, documentários e outras produções que tenham como objeto a história recente do cinema e do audiovisual brasileiro.
A transferência do material para a F.MIS também representa uma ação de preservação. Por se tratar de um acervo predominantemente digital, a adoção de procedimentos adequados de salvaguarda é fundamental para garantir sua integridade e seu acesso ao longo do tempo. A F.MIS, que possui atuação especializada na preservação de acervos audiovisuais, será responsável por receber e salvaguardar esse patrimônio.
A iniciativa é fruto do diálogo entre a F.MIS, Sofia Ferreira, diretora do Iecine, e Matheus Walter, cineasta associado ao Instituto e diretor dos episódios do Observatório Iecine, com anuência da presidência da F.MIS para a concretização da parceria. O acordo será anunciado oficialmente no dia 21 de agosto, durante o Festival de Cinema de Gramado, um dos principais eventos cinematográficos do país.
Fundado em 22 de julho de 1986, o Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul tem como principal função planejar, incentivar e apoiar o desenvolvimento da produção, distribuição e exibição audiovisual e cinematográfica no estado. A doação do Observatório Iecine à F.MIS amplia a cooperação entre instituições dedicadas à preservação e ao fortalecimento da memória audiovisual brasileira.
A chegada do acervo reforça o compromisso da F.MIS com a salvaguarda da produção audiovisual nacional e amplia o conjunto de registros da instituição sobre diferentes momentos, territórios e personagens da história do cinema brasileiro.
Publicado em 15/08/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” revisita a segunda edição do Festival Internacional da Canção



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 15/8, o sexto episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado à segunda edição do Festival Internacional da Canção (FIC), realizada em 1967. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos capítulos fundamentais da história dos festivais brasileiros, marcado pela revelação de Milton Nascimento, pela diversidade musical e pelos bastidores que envolveram a organização e a realização do evento no Maracanãzinho.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que passou por reformas para receber a segunda edição do FIC sob o comando da TV Globo. A narrativa apresenta a origem do festival, idealizado por Augusto Marzagão, e relembra a dimensão alcançada pelo evento desde sua primeira edição, além de acompanhar a disputa nacional que consagrou “Margarida”, de Guttemberg Guarabyra, defendida pelo Grupo Manifesto, e revelou Milton Nascimento ao grande público com “Travessia”, parceria com Fernando Brant.
Entre os destaques do programa está a trajetória de Milton, que chegou ao festival sem sequer saber que havia sido inscrito e terminou a competição nacional em segundo lugar, conquistando também o prêmio de Melhor Intérprete. O episódio relembra ainda a repercussão internacional de sua apresentação, que chamou a atenção do produtor norte-americano Creed Taylor e abriu novos caminhos para sua carreira. Também são abordadas a participação de Chico Buarque com “Carolina”, a polêmica envolvendo a canção “Me Disseram”, de Joyce, e os conflitos nos bastidores após alterações na seleção das músicas pela Secretaria de Turismo da Guanabara.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções que marcaram o II Festival Internacional da Canção, como “Margarida”, “Travessia”, “Carolina”, “Fala Baixinho”, “Morro Velho”, “Maria, Minha Fé”, “São os do Norte que Vêm” e “Me Disseram”. A edição também resgata a dimensão internacional do evento, com “Bridges”, versão internacional de “Travessia”, “The World Goes On”, de Quincy Jones, e “Per Una Donna”, interpretada por Jimmy Fontana, vencedora do Galo de Ouro internacional.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre como os grandes festivais ultrapassaram os resultados de suas competições e se tornaram espaços fundamentais para a descoberta de novos artistas, para a circulação da música brasileira e para o registro das transformações culturais do país. O II FIC, especialmente, entrou para a história como o festival que apresentou Milton ao grande público e consolidou canções que permaneceriam entre as mais importantes da música brasileira.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar. A pesquisa e curadoria musical são de Guilherme e Kauã Rangel, com edição-chefe de Carlos Filho. A captação de som é de Mikael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 13/08/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS efetiva 47ª coleção com acervo do cineasta Hermogêneo Rangel



A Fundação Museu da Imagem e do Som efetivou a sua 47ª coleção, a Coleção Hermogêneo Rangel, dedicada ao cineasta e produtor brasileiro que teve atuação no cinema nacional entre as décadas de 1940 e 1950. A nova coleção reúne mais de 30 itens, entre fotografias, livros, documentos textuais, fragmentos de filmes e um projetor, ampliando o conjunto de registros preservados pela instituição sobre a história do cinema brasileiro.
A concretização da doação contou com a presença de familiares de Hermogêneo Rangel na F.MIS, que compartilharam registros e materiais relacionados à trajetória pessoal e profissional do cineasta. Entre os itens incorporados à coleção estão imagens de família e dois filmes produzidos por Rangel: “Capricho de Amor” e “O Caderno Azul”, que passam a integrar o patrimônio audiovisual preservado pela Fundação.
A preservação dos fragmentos dos filmes contou com um trabalho conjunto entre a F.MIS e o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), desenvolvido ao longo de quase um ano no âmbito do Acordo de Cooperação firmado entre as duas instituições. O processo envolveu esforços para a recuperação dos materiais cinematográficos, com a digitalização dos fragmentos realizada pela própria F.MIS. A coordenadora-geral do CTAv, Valquíria Quilici, e sua equipe tiveram participação fundamental no desenvolvimento do trabalho, contribuindo para que os registros fossem recuperados e incorporados ao acervo da Fundação.
A coleção reúne diferentes tipos de documentos que ajudam a reconstruir não apenas a atuação profissional de Hermogêneo Rangel, mas também aspectos de sua trajetória e do contexto em que esteve inserido. Fotografias, publicações, documentos e materiais cinematográficos possibilitam novas perspectivas de pesquisa sobre o desenvolvimento do cinema brasileiro durante as décadas de 1940 e 1950.
A incorporação dos filmes à coleção possui especial relevância para a preservação da memória audiovisual nacional. Registros cinematográficos históricos estão sujeitos à deterioração e à perda ao longo do tempo, tornando a atuação de instituições de memória fundamental para sua salvaguarda, documentação e disponibilização para futuras pesquisas.
Com a efetivação da Coleção Hermogêneo Rangel, a F.MIS amplia seu conjunto de coleções dedicadas à preservação da história do cinema e fortalece o seu compromisso com a salvaguarda de documentos, imagens e registros audiovisuais que ajudam a contar a trajetória da cultura brasileira.
A nova coleção passa a integrar oficialmente o acervo da Fundação, garantindo que a memória de Hermogêneo Rangel e sua contribuição para o cinema nacional permaneçam preservadas e possam ser conhecidas pelas futuras gerações.
Publicado em 12/08/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” revisita a última edição do Festival Internacional da Canção



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 8/8, o quinto episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado à sétima e última edição do Festival Internacional da Canção (FIC), realizada em 1972. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa relembra o encerramento de uma das mais importantes eras da música brasileira, destacando como o festival reuniu inovação tecnológica, novos talentos e intensos conflitos em meio ao período mais rígido da ditadura militar.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao Maracanãzinho, palco da histórica edição de 1972, que entrou para a história por ser o primeiro festival transmitido ao vivo e em cores para o Brasil e para o exterior. A narrativa contextualiza o ambiente de forte vigilância dos chamados Anos de Chumbo, mostrando como o avanço tecnológico contrastava com a censura e a repressão vividas pelos artistas e pelo público durante o governo Médici.
Entre os destaques do programa estão os bastidores da destituição do júri presidido por Nara Leão, os protestos provocados pela substituição da comissão julgadora, a apresentação de canções como “Cabeça”, de Walter Franco, e “Nó na Cana”, além da ascensão de uma nova geração de compositores que ganharia projeção nacional, como Belchior, Fagner, Ednardo, Alceu Valença, Raul Seixas e Sérgio Sampaio. O episódio também relembra a consagração das vencedoras “Diálogo”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, e “Fio Maravilha”, de Jorge Ben, interpretada por Maria Alcina.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções marcantes da edição de 1972, como “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, “Let Me Sing, Let Me Sing”, “Papagaio do Futuro”, “Cabeça”, “Viva Zapátria”, “Nó na Cana”, “Bip Bip”, “4 Graus”, “A Volta do Ponteio”, além das vencedoras “Diálogo” e “Fio Maravilha”, resgatando obras que simbolizam a diversidade criativa e a renovação da Música Popular Brasileira no início da década de 1970.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o legado do Festival Internacional da Canção e sua importância para a cultura brasileira. Ao revisitar a última edição do evento, o programa evidencia como o FIC encerrou um ciclo histórico dos grandes festivais televisionados, deixando como herança a revelação de artistas que se tornariam referências da MPB e contribuindo para a construção da memória musical do país.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar. A pesquisa e curadoria musical são de Guilherme Escobar e Kauã Rangel, com revisão de roteiro e direção locutiva de Carlos Filho. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 07/08/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS participa do SECOP 2026 e mantém protagonismo na inovação e no uso da inteligência artificial na cultura



A Fundação Museu da Imagem e do Som participou do SECOP 2026 – Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública, realizado em Brasília. Considerado o mais importante evento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para a gestão pública no Brasil, o encontro reuniu representantes dos governos federal, estaduais e municipais, especialistas e instituições para discutir soluções inovadoras voltadas à transformação digital do setor público. Nesta 53ª edição, o tema central foi “Estado Inteligente: Governança de Dados e IA como Infraestrutura Estratégica de Governo”, abordando o papel estratégico da inteligência artificial, da governança de dados e da inovação na modernização da administração pública.
Promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC), o SECOP é o principal espaço de debates sobre tecnologia aplicada à gestão pública brasileira. O evento reúne empresas estaduais de TIC, gestores públicos e especialistas para apresentar experiências, discutir políticas de inovação e compartilhar soluções voltadas ao aperfeiçoamento dos serviços públicos por meio da transformação digital.
Durante o seminário, o Estado do Rio de Janeiro recebeu a classificação Ouro no Índice ABEP-TIC de Oferta de Serviços Públicos Digitais, reconhecimento nacional que evidencia os avanços da administração estadual em governança digital, infraestrutura tecnológica, inovação e ampliação dos serviços públicos digitais oferecidos à população.
A participação da F.MIS no evento acompanha o trabalho que a instituição vem desenvolvendo para aproximar cultura e tecnologia. Nos últimos anos, a Fundação consolidou uma série de iniciativas pioneiras voltadas ao uso ético e responsável da inteligência artificial aplicada à preservação da memória, à pesquisa e ao acesso ao patrimônio cultural.
Entre essas iniciativas está o lançamento do MIA – Memória e Inteligência Artificial, plataforma desenvolvida para transformar a pesquisa no acervo da Fundação por meio de recursos inteligentes, tornando a consulta mais dinâmica, acessível e eficiente. A instituição também realizou o inédito Depoimento para a Posteridade com uma inteligência artificial, a Orion Nova, apresentado durante o Rio Innovation Week, além de promover debates sobre os impactos da IA na cultura, na preservação da memória e na produção do conhecimento.
Outro marco foi a realização do encontro dedicado à relação entre inteligência artificial e línguas indígenas, reunindo pesquisadores e especialistas para discutir a preservação dos saberes dos povos originários diante das novas tecnologias. Paralelamente, a Fundação elaborou seu Protocolo de Uso de Inteligência Artificial, estabelecendo diretrizes para garantir transparência, responsabilidade, ética e autenticidade na utilização dessas ferramentas em seus processos museológicos, culturais e administrativos.
Participando do SECOP 2026, a Fundação Museu da Imagem e do Som mostra o seu compromisso com a inovação e demonstra que a transformação digital também desempenha um papel essencial na preservação da memória cultural. A atuação da instituição evidencia como inteligência artificial, pesquisa e patrimônio podem caminhar juntos na construção de museus cada vez mais acessíveis, colaborativos e preparados para os desafios do futuro.
Publicado em 07/08/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS participa do 62º Festival do Folclore de Olímpia e reforça a valorização da cultura popular brasileira



A Fundação Museu da Imagem e do Som participa da 62ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL), realizado entre os dias 1º e 9 de agosto, na cidade de Olímpia, em São Paulo. Por meio de um Acordo de Cooperação firmado com a organização do festival, a F.MIS levou o cantor Neguinho da Beija-Flor para a programação da noite de abertura, reforçando a presença da cultura fluminense no maior e mais tradicional festival de folclore do Brasil. Nesta edição, o Estado do Rio de Janeiro é o grande homenageado do evento.
A apresentação de Neguinho da Beija-Flor encerrou a primeira noite do festival, reunindo milhares de pessoas na arena principal após a cerimônia oficial de abertura e as apresentações dos grupos folclóricos. Um dos maiores intérpretes do samba brasileiro, o artista levou ao público um repertório que celebra a cultura popular do Rio de Janeiro, estado homenageado da edição de 2026.
Reconhecido como o maior e mais tradicional festival de folclore do país, o FEFOL reúne anualmente grupos folclóricos e parafolclóricos de todas as regiões brasileiras, promovendo o intercâmbio cultural, a preservação das tradições populares e a valorização do patrimônio cultural imaterial. Ao longo de nove dias de programação gratuita, o evento oferece apresentações artísticas, seminários, oficinas, exposições, atividades educativas e ações voltadas ao fortalecimento das manifestações culturais brasileiras.
A edição de 2026 também marca um momento histórico para a participação fluminense no festival. Como estado homenageado, o Rio de Janeiro leva a maior delegação já registrada entre as homenagens promovidas pelo FEFOL, reunindo grupos que representam diferentes manifestações culturais, como jongo, folias de reis, cirandas, tradições caiçaras e expressões carnavalescas, evidenciando a riqueza e a diversidade do patrimônio cultural do estado.
A parceria entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e o Festival do Folclore de Olímpia amplia o intercâmbio cultural entre instituições dedicadas à preservação da memória e das tradições populares. O Acordo de Cooperação prevê ações conjuntas voltadas à difusão do patrimônio cultural brasileiro, fortalecendo iniciativas de pesquisa, educação, produção de conteúdo e valorização das manifestações populares.
Integrando a programação do festival, a F.MIS mantém o seu compromisso com a preservação, a difusão e o fortalecimento da cultura brasileira, contribuindo para aproximar diferentes regiões do país por meio da arte, da memória e das tradições que constituem a identidade nacional.
Publicado em 05/08/2026 por Marcelo Egypto

MIS Copacabana recebe cerimônia de inauguração da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais






O terraço do MIS Copacabana recebeu ontem, 30/7, a cerimônia oficial de inauguração da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais (FCFN), nova instituição vinculada à Marinha do Brasil voltada ao fortalecimento do Corpo de Fuzileiros Navais por meio do incentivo à pesquisa, à inovação, ao aperfeiçoamento profissional e ao desenvolvimento de projetos culturais, esportivos, sociais e ambientais. O evento reuniu autoridades, militares, convidados e representantes da sociedade em uma programação marcada por homenagens, apresentações musicais e celebração da história da Força.
A criação da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais representa um novo passo na estratégia de fortalecimento institucional da Marinha do Brasil. A entidade foi concebida para apoiar iniciativas voltadas à modernização da Força, ampliando investimentos em educação, pesquisa científica, inovação tecnológica e qualificação profissional dos combatentes anfíbios, além de estimular parcerias com universidades, centros de pesquisa, empresas e instituições públicas e privadas.
As atividades da Fundação estarão estruturadas em três áreas estratégicas: Treinamento e Educação, com apoio permanente à formação e especialização dos militares; Pesquisa e Inovação, incentivando o desenvolvimento de soluções científicas e tecnológicas voltadas à Defesa Nacional; e Impacto Sociocultural e Ambiental, promovendo projetos de preservação ambiental, incentivo ao esporte e ações de assistência social.
A programação da cerimônia contou com apresentações da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, que levou música ao calçadão de Copacabana e às escadarias do MIS Copacabana, aproximando o público da celebração. Em seguida, a Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais realizou um concerto especial, reunindo repertório diversificado e emocionando os convidados presentes.
Outro momento de destaque foi a participação de crianças e jovens atendidos pelo Programa Forças no Esporte (Profesp) do Batalhão Naval, iniciativa que utiliza o esporte e atividades socioeducativas como instrumentos de inclusão, cidadania e desenvolvimento humano. A presença dos participantes reforçou o compromisso da nova Fundação com ações voltadas ao impacto social e à formação de novas gerações.
Sediando a cerimônia de inauguração da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais, o MIS Copacabana mantém a sua vocação como um espaço dedicado à promoção da cultura, da memória e do diálogo institucional, recebendo iniciativas que fortalecem a integração entre diferentes setores da sociedade e contribuem para a valorização do patrimônio histórico e cultural brasileiro.
Publicado em 31/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” relembra o histórico empate do II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 1/8, o quarto episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado ao histórico II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, realizado em 1966. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos acontecimentos mais marcantes da história da Música Popular Brasileira, que consolidou os festivais como grandes fenômenos culturais e resultou no célebre empate entre “A Banda”, de Chico Buarque, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao ambiente vibrante do Teatro Record, em São Paulo, onde milhares de jovens acompanharam uma das competições musicais mais importantes da década de 1960. A narrativa explica como funcionavam os festivais da canção, desde a seleção das composições até as disputadas apresentações ao vivo, destacando o papel decisivo da plateia e do júri técnico na consagração das obras que marcariam a história da música brasileira.
Entre os destaques do programa estão a consolidação da MPB como um novo movimento musical, as marcantes interpretações de Elis Regina, Jair Rodrigues, Elza Soares e do grupo MPB4, além da estreia de jovens compositores que mudariam os rumos da música brasileira, como Chico Buarque e Caetano Veloso. O episódio também relembra a trajetória de artistas que se tornaram referências nacionais e o histórico empate entre “A Banda” e “Disparada”, considerado um dos momentos mais emblemáticos dos festivais da canção.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções que marcaram o cenário musical de 1966 e o próprio festival, como “Quero Que Vá Tudo para o Inferno”, “Meu Bem”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Jogo de Roda”, “Boa Palavra”, “Lá Vem o Bloco”, “Ensaio Geral”, “Canção de Não Cantar”, “Canção para Maria”, “De Amor ou Paz”, além das vencedoras “Disparada” e “A Banda”, resgatando obras que ajudaram a definir os rumos da Música Popular Brasileira.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre a importância dos festivais da canção na formação da identidade musical brasileira, evidenciando como o II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record se tornou um marco na valorização da composição, da interpretação e da diversidade artística, influenciando gerações de músicos e consolidando a MPB como um dos maiores patrimônios culturais do país.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar. A pesquisa e curadoria musical são de Guilherme Escobar e Kauã Rangel, com revisão de roteiro e direção locutiva de Carlos Filho. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 31/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” apresenta novo episódio sobre o lll Festival de Música Popular Brasileira de 1967



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 25/7, o terceiro episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado ao lll Festival de Música Popular Brasileira de 1967, realizado no Teatro Record Centro – o antigo Teatro Paramount, em São Paulo, onde estava sendo disputado o prêmio Sabiá de Ouro. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos momentos mais emblemáticos da história da MPB, quando a música brasileira decidiu inovar fazendo uma mistura da riqueza regional com as transformações culturais e os arranjos que aconteciam no mundo, levando o evento a ficar conhecido como o “Festival da Virada”.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes a sentirem com foi o clima do lll Festival de Música Popular Brasileira, quando aconteceu um verdadeiro “laboratório de sons”, onde a nossa música se reinventou ao fundir a Bossa Nova, o rock e a potência das raízes regionais. Dentre a pluralidade de ritmos conectados, o evento reuniu diversos encontros de artistas pioneiros nesse estilo musical.
Entre os destaques do programa estão as altas vaias a Sérgio Ricardo, quando ele não aceitou a recusa do público e quebrou a guitarra arremessando na plateia, e a genialidade de artistas que transformaram o palco da TV Record, de Elis Regina e Gilberto Gil a Chico Buarque e Edu Lobo. Mais do que uma competição, este festival foi o terreno fértil que preparou o país para as profundas rupturas culturais e políticas que definiriam o ano de 1968.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta algumas das canções mais importantes daquele período, como “Maria Carnaval e Cinzas”, “Alegria Alegria”, “Beto Bom de Bola”, “Gabriela”, “O cantador”, “Roda Viva”, “Domingo no Parque” e a canção que levou o prêmio máximo daquele ano, o cobiçado Sabiá de Ouro, “Ponteio”, resgatando obras que permanecem como referências da produção artística brasileira e ajudam a compreender o intenso cenário cultural do final da década de 1960.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o papel dos festivais da canção como espaços de criação artística, debate público e construção da memória nacional, evidenciando como a música brasileira se tornou uma das principais formas de expressão da sociedade em um dos períodos mais marcantes da história do país.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 24/07/2026 por Elson Ribeiro

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” apresenta episódio sobre a estética do excesso e o Tropicalismo no TUCA em 1968



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 18/7, o segundo episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado ao histórico episódio ocorrido durante a fase eliminatória paulista do III Festival Internacional da Canção de 1968, realizada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA). Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos momentos mais emblemáticos da história da Música Popular Brasileira, quando o Tropicalismo desafiou os padrões estéticos da época e transformou a performance artística em um poderoso ato político.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao ambiente efervescente do TUCA, onde a juventude universitária, marcada pelo forte engajamento político, protagonizou um dos confrontos mais intensos da história dos festivais da canção. A narrativa acompanha a apresentação de Caetano Veloso com “É Proibido Proibir” e de Gilberto Gil com “Questão de Ordem”, mostrando como o uso de guitarras elétricas, figurinos ousados e performances inovadoras provocou uma reação hostil do público.
Entre os destaques do programa estão a histórica chuva de vaias e objetos lançados contra Caetano Veloso e Os Mutantes, o discurso contundente do artista diante da plateia, que entrou para a história da música brasileira, a participação de Gilberto Gil ao lado dos Beat Boys, além da contextualização da Passeata Contra a Guitarra Elétrica e da ruptura promovida pelo Tropicalismo em relação aos modelos tradicionais da MPB. O episódio também relembra como aqueles acontecimentos antecederam um período de endurecimento da censura e da repressão artística no país.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta obras fundamentais do Tropicalismo e da produção musical brasileira do período, como “É Proibido Proibir”, “Questão de Ordem”, “Panis et Circencis”, “Miserere Nobis”, “Lindonéia”, “Parque Industrial”, “Geléia Geral”, “Baby”, “A Minha Menina” e “Bat Macumba”, resgatando canções que simbolizam a ousadia estética e a força criativa de uma geração de artistas.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o papel da arte como espaço de contestação, liberdade e inovação, evidenciando como os acontecimentos no TUCA ultrapassaram os limites dos festivais da canção e se consolidaram como um dos marcos mais importantes da história da cultura brasileira.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar, com pesquisa e curadoria musical da equipe da F.MIS. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 17/07/2026 por Marcelo Egypto

Pesquisa da F.MIS é apresentada em simpósio internacional na Universidade de St. Andrews, na Escócia



A Fundação Museu da Imagem e do Som esteve representada no Simpósio Internacional EDGES 2026, realizado na Universidade de St. Andrews, na Escócia, por meio da coordenadora do setor de Pesquisa Cultural da instituição, Natasha Ferrão. Durante o encontro, a pesquisadora apresentou o trabalho “Searching for the Image Through the Word: Indigenous Entanglements in the Photographic Collections of Augusto Malta and Ronaldo Câmara at Museum of Image and Sound Foundation of Rio de Janeiro”, destacando a importância da curadoria compartilhada e da participação dos povos originários na construção de novas leituras sobre as coleções fotográficas preservadas pelos museus.
O estudo apresentado parte da análise das coleções fotográficas de Augusto Malta e Ronaldo Câmara, preservadas pela F.MIS, para refletir sobre como as práticas de catalogação, classificação e documentação podem influenciar a visibilidade ou a invisibilização da presença indígena nos acervos museológicos. A pesquisa propõe uma abordagem baseada na chamada “curadoria compartilhada”, valorizando a construção conjunta do conhecimento e a participação ativa dos povos indígenas na interpretação e contextualização dessas imagens.
Ao comparar registros produzidos em diferentes períodos históricos, o trabalho evidencia como as fotografias refletem distintos contextos sociais, políticos e culturais. Enquanto as imagens de Augusto Malta dialogam com os processos de modernização urbana do início do século XX, as fotografias de Ronaldo Câmara aproximam o olhar dos territórios, dos corpos e das práticas culturais indígenas, permitindo novas possibilidades de interpretação sobre a representação desses povos nos acervos institucionais.
“Eu era repórter da revista O Cruzeiro e, em 1968, fui à Amazônia para produzir uma reportagem. Depois, em 1974, me tornei piloto de helicóptero e passei mais de dez anos viajando pela região, conhecendo profundamente a Amazônia. Permaneci durante três semanas convivendo com esse povo indígena para realizar a reportagem, uma experiência de muito aprendizado. Fico muito orgulhoso de ver essas fotografias desbravando o mundo. Um trabalho importante como esse merece esse reconhecimento”, afirma o fotógrafo Ronaldo Câmara.
“As coleções fotográficas da F.MIS utilizadas na pesquisa apresentada têm como principal contribuição lançar um novo olhar sobre os povos originários, dando-lhes o devido protagonismo e contribuindo para uma reparação histórica. Destaca-se, especialmente, a coleção do fotógrafo Ronaldo Câmara, que dedicou parte significativa de seu trabalho aos povos indígenas, realizando uma imersão junto às comunidades Araras e Beiços de Pau. São registros imagéticos de enorme relevância quando se trata de resistência, identidade e protagonismo dos povos originários, promovendo um verdadeiro reencontro ancestral”, afirma a coordenadora do setor Iconográfico da F.MIS, Daiane Lopes, responsável pela curadoria das fotografias.
A pesquisa também destaca a necessidade de revisar modelos tradicionais de gestão de coleções, propondo que os museus avancem para práticas mais colaborativas e plurais, capazes de promover reparações históricas, fortalecer diferentes perspectivas de conhecimento e aproximar os acervos das comunidades às quais esses patrimônios estão diretamente relacionados.
Realizado na Universidade de St. Andrews, a mais antiga da Escócia e uma das mais tradicionais do Reino Unido, o Simpósio Internacional EDGES reúne pesquisadores e profissionais de diversos países para discutir as relações entre instituições culturais, conhecimentos indígenas e práticas museológicas contemporâneas. A edição de 2026 teve como foco o fortalecimento de abordagens colaborativas e decoloniais na produção do conhecimento e na preservação do patrimônio cultural.
A participação da F.MIS no simpósio mantém o compromisso da instituição com a pesquisa científica, a inovação museológica e a internacionalização de suas ações. A Fundação contribui para o debate internacional sobre preservação, memória e representatividade, consolidando seu papel como referência na produção e difusão do conhecimento sobre o patrimônio cultural brasileiro.
Publicado em 16/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” estreia com episódio dedicado ao III Festival Internacional da Canção de 1968
Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 11/7, o primeiro episódio da nova série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, que estreia abordando um dos capítulos mais emblemáticos da história da Música Popular Brasileira: o III Festival Internacional da Canção de 1968. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita os acontecimentos que transformaram aquela edição do festival em um dos maiores símbolos do encontro entre arte, política e cultura no Brasil.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes por uma viagem ao Maracanãzinho, palco da histórica final nacional do III Festival Internacional da Canção. A narrativa apresenta o contexto político e cultural de 1968 e relembra a marcante disputa entre “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque, e “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré, duas obras que, por caminhos distintos, se tornaram símbolos da resistência e da música brasileira.
Entre os destaques do programa estão a histórica reação do público ao anúncio da vitória de “Sabiá”, os quinze minutos de vaias que marcaram a cerimônia, a emocionante fuga de Tom Jobim pelos bastidores do Maracanãzinho, o discurso conciliador de Geraldo Vandré diante da plateia e as diferentes interpretações que as duas composições despertaram em meio às tensões políticas do período. O episódio também relembra outros momentos marcantes do festival, como o histórico discurso de Caetano Veloso após a apresentação de “É Proibido Proibir” e a participação de artistas que ajudaram a redefinir os rumos da MPB.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta algumas das canções mais importantes daquele período, como “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, “Sabiá”, “Roda Viva”, “Questão de Ordem”, “É Proibido Proibir”, “Travessia”, “Divino Maravilhoso” e “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, resgatando obras que permanecem como referências da produção artística brasileira e ajudam a compreender o intenso cenário cultural do final da década de 1960.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o papel dos festivais da canção como espaços de criação artística, debate público e construção da memória nacional, evidenciando como a música brasileira se tornou uma das principais formas de expressão da sociedade em um dos períodos mais marcantes da história do país.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar, com pesquisa e curadoria musical da equipe da F.MIS. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Karoline Freitas, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 09/07/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS firma Acordo de Cooperação com a Fundação Rio das Ostras de Cultura para apoiar projeto de cinema acessível
A Fundação Museu da Imagem e do Som firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Fundação Rio das Ostras de Cultura para o desenvolvimento do projeto “O Som do Silêncio Azul”, iniciativa voltada à promoção do acesso à cultura por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A parceria reforça o compromisso das instituições com a inclusão, a acessibilidade e a democratização do acesso às atividades culturais, por meio da realização de
Idealizado pela Fundação Rio das Ostras de Cultura, o projeto propõe sessões de cinema especialmente adaptadas para jovens com Transtorno do Espectro Autista e seus familiares. O ambiente é preparado para oferecer baixo estímulo sensorial, proporcionando maior conforto às crianças e criando condições adequadas para que elas possam desfrutar da experiência cinematográfica durante o período de férias escolares.
As exibições contam com filmes que possuem estímulos reduzidos e seguem critérios acompanhados por uma neuropsicopedagoga, garantindo que as sessões atendam às necessidades específicas do público. A proposta busca oferecer não apenas acesso ao cinema, mas também momentos de convivência, lazer e fortalecimento dos vínculos familiares em um ambiente acolhedor e inclusivo.
O acordo de cooperação prevê o desenvolvimento conjunto de ações culturais e educativas, além da promoção da acessibilidade e da inclusão em atividades culturais. A parceria também contempla iniciativas voltadas à difusão do patrimônio artístico local, regional e nacional, fortalecendo a integração institucional entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Fundação Rio das Ostras de Cultura.
A F.MIS segue ampliando a sua atuação na construção de políticas culturais inclusivas, mantendo o papel da cultura como instrumento de cidadania, desenvolvimento humano e transformação social. A iniciativa fortalece a rede de instituições comprometidas com a democratização do acesso à cultura e contribui para que mais pessoas possam participar plenamente da vida cultural do estado do Rio de Janeiro.
Publicado em 03/07/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS institui a 46ª coleção do museu com o novo acervo de Brandão Filho
A Fundação Museu da Imagem e do Som ampliou seu acervo dedicado ao ator e humorista Brandão Filho com a recente doação de novos itens realizada por sua nora, Ana Maria Brandão. A incorporação do material permitiu a instituição da Coleção Brandão Filho, a 46ª coleção da instituição, reforçando o compromisso da F.MIS com a preservação da memória de grandes nomes da cultura brasileira. O museu já preservava cerca de 115 itens relacionados ao artista, distribuídos em diferentes coleções, e agora passa a reunir um conjunto específico dedicado à sua trajetória.
A nova coleção reúne fotografias, caricaturas, desenhos, roteiros e documentos pessoais do artista, ampliando significativamente o conjunto documental já preservado pela Fundação. Além de contribuir para a conservação desse patrimônio, o material oferece novas possibilidades para pesquisas, exposições, publicações e projetos voltados à memória da cultura brasileira.
Nascido em Espírito Santo do Pinhal, em São Paulo, Moacyr Augusto Soares Brandão, conhecido artisticamente como Brandão Filho, construiu uma das carreiras mais marcantes do humor brasileiro. Sua trajetória começou nos palcos do circo, em 1929, e ganhou projeção nacional a partir da Rádio Nacional, onde integrou a primeira radionovela brasileira, Em Busca da Felicidade, e conquistou enorme popularidade ao interpretar o inesquecível “primo pobre” no programa Balança Mas Não Cai, ao lado de Paulo Gracindo.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Brandão Filho participou de importantes produções do rádio, do cinema e da televisão brasileira, atuando em programas como Chico Anysio Show, Viva o Gordo, Faça Humor, Não Faça a Guerra, Escolinha do Professor Raimundo e na primeira versão de A Grande Família, além de integrar o elenco de diversas novelas. No cinema, também foi reconhecido com o prêmio Air France de Melhor Ator por sua atuação em Romance da Empregada.
Com a criação da Coleção Brandão Filho, a Fundação Museu da Imagem e do Som fortalece sua missão de preservar, organizar e difundir acervos que ajudam a contar a história da cultura brasileira. A iniciativa assegura que a obra e a trajetória de um dos grandes nomes do humor nacional permaneçam acessíveis a pesquisadores, estudantes e ao público, contribuindo para a valorização da memória artística do país.
Publicado em 03/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Coração Verde e Amarelo” apresenta episódio especial sobre as conquistas do tetra e do pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira
Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 4/7, um episódio especial do programa “Essência MIS – Coração Verde e Amarelo”, dedicado às campanhas da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1994 e 2002. Apresentado por Carlos Filho e Matheus Freire, o programa revisita as trajetórias que levaram o Brasil à conquista do tetracampeonato e, oito anos depois, do pentacampeonato mundial, conectando esses momentos históricos aos grandes sucessos da música brasileira que marcaram cada época.
Ao longo do episódio, os apresentadores conduzem os ouvintes por uma viagem que acompanha os desafios enfrentados pela Seleção nos ciclos que antecederam os dois títulos. A narrativa relembra a dramática classificação para a Copa de 1994, a campanha que culminou na decisão por pênaltis contra a Itália e, posteriormente, o turbulento caminho rumo ao Mundial de 2002, marcado pela chegada de Luiz Felipe Scolari, pela recuperação de Ronaldo e pela conquista invicta do pentacampeonato diante da Alemanha.
Entre os destaques do programa estão momentos históricos como a atuação decisiva de Romário nas Eliminatórias de 1994, a memorável vitória sobre a Holanda nas quartas de final, a consagração de Taffarel e Dunga na final contra a Itália, além da trajetória da “Família Scolari”, o gol antológico de Ronaldinho Gaúcho sobre a Inglaterra e a brilhante atuação de Ronaldo na decisão contra a Alemanha, quando marcou os dois gols que garantiram o quinto título mundial ao Brasil.
Intercalando os relatos esportivos com música, o episódio apresenta canções que marcaram os anos de 1994 e 2002, resgatando sucessos de artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Marisa Monte, Jorge Vercillo, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo. O programa também destaca músicas que celebraram as conquistas da Seleção, como “Coração Verde e Amarelo”, “Haja Coração”, “A Caminho do Penta” e “Essa Galera Vai Cantar”, composições que ajudam a preservar a memória das duas campanhas vitoriosas.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre a força do futebol como elemento de identidade nacional, demonstrando como as conquistas de 1994 e 2002 ultrapassaram os gramados e se transformaram em marcos culturais, capazes de reunir diferentes gerações em torno de lembranças, emoções e da paixão pela camisa verde e amarela.
O “Essência MIS – Episódio Especial” tem apresentação, roteiro e curadoria musical de Carlos Filho, com participação de Matheus Freire. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Karoline Freitas, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 02/07/2026 por Marcelo Egypto