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LUIZ CARLOS BARRETO, companheiro de uma geração que acreditou no cinema brasileiro
A Fundação Museu da Imagem e do Som reproduz, com autorização do autor, esta homenagem a Luiz Carlos Barreto, escrita por Ricardo Cravo Albin, primeiro diretor executivo da F.MIS.
Há pessoas que atravessam a nossa vida profissional e deixam apenas uma lembrança passageira. Outras, porém, pertencem a uma época inteira. Quando me lembro de Luiz Carlos Barreto, é justamente assim que o vejo: como um homem intimamente ligado a uma geração que acreditou no Brasil e que procurou, através do cinema, revelar ao mundo a complexidade, a beleza e também as contradições de nossa terra.
Minha convivência com Barreto se inscreve num período particularmente intenso da cultura brasileira. Eu vinha da experiência extraordinária do Museu da Imagem e do Som, que ajudara a criar e dirigi ao longo de tanto tempo. Mais tarde, ao assumir a presidência do Instituto Nacional de Cinema cumulativamente com a direção da Embrafilme, mergulhei no cinema brasileiro em sua efervescência, com seus sonhos, suas lutas e suas enormes dificuldades.
Foi nesse ambiente que convivi mais de perto com Luiz Carlos Barreto, sempre acompanhado por sua hoje viúva, Lucy Barreto, bem como aos filhos do casal Bruno, Fábio (in memorian) e Paula Barreto, aos quais saúdo agora enternecidamente.
Recordo-me de um círculo de amigos e companheiros que se formara em torno daquele cinema heroico que então procurava novos caminhos. Estavam próximos de nós David Neves, Leon Hirszman e tantos outros. Barreto era uma presença marcante, um homem de cinema por inteiro, daqueles que não se limitam a assistir à história: querem participar dela.
Havia nele uma energia muito própria. Barreto tinha a capacidade de compreender o cinema como arte, mas também como instrumento de afirmação cultural e isso, para mim, sempre foi essencial. Lutamos pela abertura de mercados para o cinema brasileiro, mas ele não poderia ser apenas uma indústria. Precisava ser, antes de tudo, uma maneira de pensar o Brasil.
Quando estive à frente do INC e da Embrafilme, vivi um período de grandes responsabilidades. Procurávamos criar condições para que o cinema nacional pudesse produzir, circular e alcançar o público. Era um momento em que o Estado começava a assumir um papel mais estruturado no financiamento e na organização da atividade cinematográfica. E eu tinha a convicção, como os Barreto, de que era preciso abrir espaço para os nossos realizadores.
Luiz Carlos e Lucy Barreto estavam entre aqueles que frequentavam intensamente meu gabinete e participavam das discussões sobre os rumos do cinema brasileiro. Sua presença fazia parte daquele movimento maior de cineastas e produtores que queriam um cinema nacional mais forte, mais livre e mais identificado com a nossa realidade. Nossas preocupações se encontravam num ponto fundamental: a necessidade de construir uma identidade cultural própria do nosso país.
O tempo passou, naturalmente. Vieram outras gerações, outros filmes, outras formas de fazer cinema. Mas algumas amizades e alguns encontros permanecem porque estão associados a momentos decisivos de nossas vidas.
É assim que me recordo de Luiz Carlos Barreto.
Não apenas como o grande produtor que ajudou a construir capítulos fundamentais de nosso cinema, mas como um companheiro de uma época em que todos nós tínhamos a sensação de estar participando de alguma coisa maior. Barreto e sua incansável Lucy dedicavam sua energia à realização e à produção de filmes que ajudaram a formar a imagem de um país em transformação. Trabalhávamos para que o Brasil pudesse contar a sua própria história e afirmar seus valores culturais e comerciais.
Luiz Carlos Barreto pertence a essa história.
E eu me sinto feliz por ter cruzado meu caminho com o dele, naquele tempo tão intenso em que a nossa cultura parecia estar permanentemente à procura de um novo Brasil.
Ricardo Cravo Albin
Presidente do Instituto Cultural Cravo Albin e ex-presidente do Instituto Nacional do Cinema e da Embrafilme

F.MIS receberá acervo audiovisual do Observatório Iecine para preservação
A Fundação Museu da Imagem e do Som receberá do Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul (Iecine) a doação do acervo audiovisual do Observatório Iecine, conjunto que reúne registros importantes sobre o desenvolvimento do cinema e do audiovisual no Rio Grande do Sul e no Brasil. A parceria prevê a salvaguarda e preservação do material digital na F.MIS, garantindo que esse conteúdo permaneça disponível para futuras pesquisas e produções.
O acervo é composto por mais de 50 episódios do Observatório Iecine, exibidos em TV aberta pela TVE/RS, além de aproximadamente 200 horas de material bruto. Entre os conteúdos estão entrevistas com importantes nomes do audiovisual brasileiro, coberturas completas de diferentes edições do Festival de Cinema de Gramado e do Festival Cinema Negro em Ação, além de registros de bastidores e making-of de produções cinematográficas realizadas no Rio Grande do Sul.
Os materiais também abordam temas relevantes para o debate contemporâneo sobre o audiovisual, como Cinema Negro, Cinema Feminino, a discussão sobre a Lei do Streaming, as retomadas do audiovisual nacional e os desafios da produção cinematográfica no Brasil. O conjunto reúne diferentes perspectivas sobre o setor e registra transformações importantes pelas quais o cinema brasileiro passou nos últimos anos.
Entre os entrevistados estão atores e atrizes como Caio Blat, Babu Santana, Maria Bopp, Katiuscia Canoro, Larissa Bocchino, Edson Celulari, Bruna Linzmeyer, Bárbara Paz e Fábio Assunção; cineastas como Kleber Mendonça Filho, Jorge Furtado, Aly Muritiba, Jeferson De e Fernanda Lomba; além de produtores e representantes do setor audiovisual, como Maria Angela de Jesus, Sara Silveira, Nora Goulart, Luciana Tomasi, Vera Zaverucha e Rosa Helena Volk.
A diversidade de vozes presentes no acervo transforma o Observatório Iecine em um importante registro da produção audiovisual contemporânea. Os conteúdos poderão servir como fonte para futuras pesquisas acadêmicas, estudos, documentários e outras produções que tenham como objeto a história recente do cinema e do audiovisual brasileiro.
A transferência do material para a F.MIS também representa uma ação de preservação. Por se tratar de um acervo predominantemente digital, a adoção de procedimentos adequados de salvaguarda é fundamental para garantir sua integridade e seu acesso ao longo do tempo. A F.MIS, que possui atuação especializada na preservação de acervos audiovisuais, será responsável por receber e salvaguardar esse patrimônio.
A iniciativa é fruto do diálogo entre a F.MIS, Sofia Ferreira, diretora do Iecine, e Matheus Walter, cineasta associado ao Instituto e diretor dos episódios do Observatório Iecine, com anuência da presidência da F.MIS para a concretização da parceria. O acordo será anunciado oficialmente no dia 21 de agosto, durante o Festival de Cinema de Gramado, um dos principais eventos cinematográficos do país.
Fundado em 22 de julho de 1986, o Instituto Estadual do Cinema do Rio Grande do Sul tem como principal função planejar, incentivar e apoiar o desenvolvimento da produção, distribuição e exibição audiovisual e cinematográfica no estado. A doação do Observatório Iecine à F.MIS amplia a cooperação entre instituições dedicadas à preservação e ao fortalecimento da memória audiovisual brasileira.
A chegada do acervo reforça o compromisso da F.MIS com a salvaguarda da produção audiovisual nacional e amplia o conjunto de registros da instituição sobre diferentes momentos, territórios e personagens da história do cinema brasileiro.
Publicado em 15/08/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” revisita a segunda edição do Festival Internacional da Canção



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 15/8, o sexto episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado à segunda edição do Festival Internacional da Canção (FIC), realizada em 1967. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos capítulos fundamentais da história dos festivais brasileiros, marcado pela revelação de Milton Nascimento, pela diversidade musical e pelos bastidores que envolveram a organização e a realização do evento no Maracanãzinho.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que passou por reformas para receber a segunda edição do FIC sob o comando da TV Globo. A narrativa apresenta a origem do festival, idealizado por Augusto Marzagão, e relembra a dimensão alcançada pelo evento desde sua primeira edição, além de acompanhar a disputa nacional que consagrou “Margarida”, de Guttemberg Guarabyra, defendida pelo Grupo Manifesto, e revelou Milton Nascimento ao grande público com “Travessia”, parceria com Fernando Brant.
Entre os destaques do programa está a trajetória de Milton, que chegou ao festival sem sequer saber que havia sido inscrito e terminou a competição nacional em segundo lugar, conquistando também o prêmio de Melhor Intérprete. O episódio relembra ainda a repercussão internacional de sua apresentação, que chamou a atenção do produtor norte-americano Creed Taylor e abriu novos caminhos para sua carreira. Também são abordadas a participação de Chico Buarque com “Carolina”, a polêmica envolvendo a canção “Me Disseram”, de Joyce, e os conflitos nos bastidores após alterações na seleção das músicas pela Secretaria de Turismo da Guanabara.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções que marcaram o II Festival Internacional da Canção, como “Margarida”, “Travessia”, “Carolina”, “Fala Baixinho”, “Morro Velho”, “Maria, Minha Fé”, “São os do Norte que Vêm” e “Me Disseram”. A edição também resgata a dimensão internacional do evento, com “Bridges”, versão internacional de “Travessia”, “The World Goes On”, de Quincy Jones, e “Per Una Donna”, interpretada por Jimmy Fontana, vencedora do Galo de Ouro internacional.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre como os grandes festivais ultrapassaram os resultados de suas competições e se tornaram espaços fundamentais para a descoberta de novos artistas, para a circulação da música brasileira e para o registro das transformações culturais do país. O II FIC, especialmente, entrou para a história como o festival que apresentou Milton ao grande público e consolidou canções que permaneceriam entre as mais importantes da música brasileira.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar. A pesquisa e curadoria musical são de Guilherme e Kauã Rangel, com edição-chefe de Carlos Filho. A captação de som é de Mikael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 13/08/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS efetiva 47ª coleção com acervo do cineasta Hermogêneo Rangel



A Fundação Museu da Imagem e do Som efetivou a sua 47ª coleção, a Coleção Hermogêneo Rangel, dedicada ao cineasta e produtor brasileiro que teve atuação no cinema nacional entre as décadas de 1940 e 1950. A nova coleção reúne mais de 30 itens, entre fotografias, livros, documentos textuais, fragmentos de filmes e um projetor, ampliando o conjunto de registros preservados pela instituição sobre a história do cinema brasileiro.
A concretização da doação contou com a presença de familiares de Hermogêneo Rangel na F.MIS, que compartilharam registros e materiais relacionados à trajetória pessoal e profissional do cineasta. Entre os itens incorporados à coleção estão imagens de família e dois filmes produzidos por Rangel: “Capricho de Amor” e “O Caderno Azul”, que passam a integrar o patrimônio audiovisual preservado pela Fundação.
A preservação dos fragmentos dos filmes contou com um trabalho conjunto entre a F.MIS e o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), desenvolvido ao longo de quase um ano no âmbito do Acordo de Cooperação firmado entre as duas instituições. O processo envolveu esforços para a recuperação dos materiais cinematográficos, com a digitalização dos fragmentos realizada pela própria F.MIS. A coordenadora-geral do CTAv, Valquíria Quilici, e sua equipe tiveram participação fundamental no desenvolvimento do trabalho, contribuindo para que os registros fossem recuperados e incorporados ao acervo da Fundação.
A coleção reúne diferentes tipos de documentos que ajudam a reconstruir não apenas a atuação profissional de Hermogêneo Rangel, mas também aspectos de sua trajetória e do contexto em que esteve inserido. Fotografias, publicações, documentos e materiais cinematográficos possibilitam novas perspectivas de pesquisa sobre o desenvolvimento do cinema brasileiro durante as décadas de 1940 e 1950.
A incorporação dos filmes à coleção possui especial relevância para a preservação da memória audiovisual nacional. Registros cinematográficos históricos estão sujeitos à deterioração e à perda ao longo do tempo, tornando a atuação de instituições de memória fundamental para sua salvaguarda, documentação e disponibilização para futuras pesquisas.
Com a efetivação da Coleção Hermogêneo Rangel, a F.MIS amplia seu conjunto de coleções dedicadas à preservação da história do cinema e fortalece o seu compromisso com a salvaguarda de documentos, imagens e registros audiovisuais que ajudam a contar a trajetória da cultura brasileira.
A nova coleção passa a integrar oficialmente o acervo da Fundação, garantindo que a memória de Hermogêneo Rangel e sua contribuição para o cinema nacional permaneçam preservadas e possam ser conhecidas pelas futuras gerações.
Publicado em 12/08/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” revisita a última edição do Festival Internacional da Canção



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 8/8, o quinto episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado à sétima e última edição do Festival Internacional da Canção (FIC), realizada em 1972. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa relembra o encerramento de uma das mais importantes eras da música brasileira, destacando como o festival reuniu inovação tecnológica, novos talentos e intensos conflitos em meio ao período mais rígido da ditadura militar.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao Maracanãzinho, palco da histórica edição de 1972, que entrou para a história por ser o primeiro festival transmitido ao vivo e em cores para o Brasil e para o exterior. A narrativa contextualiza o ambiente de forte vigilância dos chamados Anos de Chumbo, mostrando como o avanço tecnológico contrastava com a censura e a repressão vividas pelos artistas e pelo público durante o governo Médici.
Entre os destaques do programa estão os bastidores da destituição do júri presidido por Nara Leão, os protestos provocados pela substituição da comissão julgadora, a apresentação de canções como “Cabeça”, de Walter Franco, e “Nó na Cana”, além da ascensão de uma nova geração de compositores que ganharia projeção nacional, como Belchior, Fagner, Ednardo, Alceu Valença, Raul Seixas e Sérgio Sampaio. O episódio também relembra a consagração das vencedoras “Diálogo”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, e “Fio Maravilha”, de Jorge Ben, interpretada por Maria Alcina.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções marcantes da edição de 1972, como “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, “Let Me Sing, Let Me Sing”, “Papagaio do Futuro”, “Cabeça”, “Viva Zapátria”, “Nó na Cana”, “Bip Bip”, “4 Graus”, “A Volta do Ponteio”, além das vencedoras “Diálogo” e “Fio Maravilha”, resgatando obras que simbolizam a diversidade criativa e a renovação da Música Popular Brasileira no início da década de 1970.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o legado do Festival Internacional da Canção e sua importância para a cultura brasileira. Ao revisitar a última edição do evento, o programa evidencia como o FIC encerrou um ciclo histórico dos grandes festivais televisionados, deixando como herança a revelação de artistas que se tornariam referências da MPB e contribuindo para a construção da memória musical do país.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar. A pesquisa e curadoria musical são de Guilherme Escobar e Kauã Rangel, com revisão de roteiro e direção locutiva de Carlos Filho. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 07/08/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS participa do SECOP 2026 e mantém protagonismo na inovação e no uso da inteligência artificial na cultura



A Fundação Museu da Imagem e do Som participou do SECOP 2026 – Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública, realizado em Brasília. Considerado o mais importante evento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para a gestão pública no Brasil, o encontro reuniu representantes dos governos federal, estaduais e municipais, especialistas e instituições para discutir soluções inovadoras voltadas à transformação digital do setor público. Nesta 53ª edição, o tema central foi “Estado Inteligente: Governança de Dados e IA como Infraestrutura Estratégica de Governo”, abordando o papel estratégico da inteligência artificial, da governança de dados e da inovação na modernização da administração pública.
Promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC), o SECOP é o principal espaço de debates sobre tecnologia aplicada à gestão pública brasileira. O evento reúne empresas estaduais de TIC, gestores públicos e especialistas para apresentar experiências, discutir políticas de inovação e compartilhar soluções voltadas ao aperfeiçoamento dos serviços públicos por meio da transformação digital.
Durante o seminário, o Estado do Rio de Janeiro recebeu a classificação Ouro no Índice ABEP-TIC de Oferta de Serviços Públicos Digitais, reconhecimento nacional que evidencia os avanços da administração estadual em governança digital, infraestrutura tecnológica, inovação e ampliação dos serviços públicos digitais oferecidos à população.
A participação da F.MIS no evento acompanha o trabalho que a instituição vem desenvolvendo para aproximar cultura e tecnologia. Nos últimos anos, a Fundação consolidou uma série de iniciativas pioneiras voltadas ao uso ético e responsável da inteligência artificial aplicada à preservação da memória, à pesquisa e ao acesso ao patrimônio cultural.
Entre essas iniciativas está o lançamento do MIA – Memória e Inteligência Artificial, plataforma desenvolvida para transformar a pesquisa no acervo da Fundação por meio de recursos inteligentes, tornando a consulta mais dinâmica, acessível e eficiente. A instituição também realizou o inédito Depoimento para a Posteridade com uma inteligência artificial, a Orion Nova, apresentado durante o Rio Innovation Week, além de promover debates sobre os impactos da IA na cultura, na preservação da memória e na produção do conhecimento.
Outro marco foi a realização do encontro dedicado à relação entre inteligência artificial e línguas indígenas, reunindo pesquisadores e especialistas para discutir a preservação dos saberes dos povos originários diante das novas tecnologias. Paralelamente, a Fundação elaborou seu Protocolo de Uso de Inteligência Artificial, estabelecendo diretrizes para garantir transparência, responsabilidade, ética e autenticidade na utilização dessas ferramentas em seus processos museológicos, culturais e administrativos.
Participando do SECOP 2026, a Fundação Museu da Imagem e do Som mostra o seu compromisso com a inovação e demonstra que a transformação digital também desempenha um papel essencial na preservação da memória cultural. A atuação da instituição evidencia como inteligência artificial, pesquisa e patrimônio podem caminhar juntos na construção de museus cada vez mais acessíveis, colaborativos e preparados para os desafios do futuro.
Publicado em 07/08/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS participa do 62º Festival do Folclore de Olímpia e reforça a valorização da cultura popular brasileira



A Fundação Museu da Imagem e do Som participa da 62ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL), realizado entre os dias 1º e 9 de agosto, na cidade de Olímpia, em São Paulo. Por meio de um Acordo de Cooperação firmado com a organização do festival, a F.MIS levou o cantor Neguinho da Beija-Flor para a programação da noite de abertura, reforçando a presença da cultura fluminense no maior e mais tradicional festival de folclore do Brasil. Nesta edição, o Estado do Rio de Janeiro é o grande homenageado do evento.
A apresentação de Neguinho da Beija-Flor encerrou a primeira noite do festival, reunindo milhares de pessoas na arena principal após a cerimônia oficial de abertura e as apresentações dos grupos folclóricos. Um dos maiores intérpretes do samba brasileiro, o artista levou ao público um repertório que celebra a cultura popular do Rio de Janeiro, estado homenageado da edição de 2026.
Reconhecido como o maior e mais tradicional festival de folclore do país, o FEFOL reúne anualmente grupos folclóricos e parafolclóricos de todas as regiões brasileiras, promovendo o intercâmbio cultural, a preservação das tradições populares e a valorização do patrimônio cultural imaterial. Ao longo de nove dias de programação gratuita, o evento oferece apresentações artísticas, seminários, oficinas, exposições, atividades educativas e ações voltadas ao fortalecimento das manifestações culturais brasileiras.
A edição de 2026 também marca um momento histórico para a participação fluminense no festival. Como estado homenageado, o Rio de Janeiro leva a maior delegação já registrada entre as homenagens promovidas pelo FEFOL, reunindo grupos que representam diferentes manifestações culturais, como jongo, folias de reis, cirandas, tradições caiçaras e expressões carnavalescas, evidenciando a riqueza e a diversidade do patrimônio cultural do estado.
A parceria entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e o Festival do Folclore de Olímpia amplia o intercâmbio cultural entre instituições dedicadas à preservação da memória e das tradições populares. O Acordo de Cooperação prevê ações conjuntas voltadas à difusão do patrimônio cultural brasileiro, fortalecendo iniciativas de pesquisa, educação, produção de conteúdo e valorização das manifestações populares.
Integrando a programação do festival, a F.MIS mantém o seu compromisso com a preservação, a difusão e o fortalecimento da cultura brasileira, contribuindo para aproximar diferentes regiões do país por meio da arte, da memória e das tradições que constituem a identidade nacional.
Publicado em 05/08/2026 por Marcelo Egypto

MIS Copacabana recebe cerimônia de inauguração da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais






O terraço do MIS Copacabana recebeu ontem, 30/7, a cerimônia oficial de inauguração da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais (FCFN), nova instituição vinculada à Marinha do Brasil voltada ao fortalecimento do Corpo de Fuzileiros Navais por meio do incentivo à pesquisa, à inovação, ao aperfeiçoamento profissional e ao desenvolvimento de projetos culturais, esportivos, sociais e ambientais. O evento reuniu autoridades, militares, convidados e representantes da sociedade em uma programação marcada por homenagens, apresentações musicais e celebração da história da Força.
A criação da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais representa um novo passo na estratégia de fortalecimento institucional da Marinha do Brasil. A entidade foi concebida para apoiar iniciativas voltadas à modernização da Força, ampliando investimentos em educação, pesquisa científica, inovação tecnológica e qualificação profissional dos combatentes anfíbios, além de estimular parcerias com universidades, centros de pesquisa, empresas e instituições públicas e privadas.
As atividades da Fundação estarão estruturadas em três áreas estratégicas: Treinamento e Educação, com apoio permanente à formação e especialização dos militares; Pesquisa e Inovação, incentivando o desenvolvimento de soluções científicas e tecnológicas voltadas à Defesa Nacional; e Impacto Sociocultural e Ambiental, promovendo projetos de preservação ambiental, incentivo ao esporte e ações de assistência social.
A programação da cerimônia contou com apresentações da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, que levou música ao calçadão de Copacabana e às escadarias do MIS Copacabana, aproximando o público da celebração. Em seguida, a Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais realizou um concerto especial, reunindo repertório diversificado e emocionando os convidados presentes.
Outro momento de destaque foi a participação de crianças e jovens atendidos pelo Programa Forças no Esporte (Profesp) do Batalhão Naval, iniciativa que utiliza o esporte e atividades socioeducativas como instrumentos de inclusão, cidadania e desenvolvimento humano. A presença dos participantes reforçou o compromisso da nova Fundação com ações voltadas ao impacto social e à formação de novas gerações.
Sediando a cerimônia de inauguração da Fundação Corpo de Fuzileiros Navais, o MIS Copacabana mantém a sua vocação como um espaço dedicado à promoção da cultura, da memória e do diálogo institucional, recebendo iniciativas que fortalecem a integração entre diferentes setores da sociedade e contribuem para a valorização do patrimônio histórico e cultural brasileiro.
Publicado em 31/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” relembra o histórico empate do II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 1/8, o quarto episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado ao histórico II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, realizado em 1966. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos acontecimentos mais marcantes da história da Música Popular Brasileira, que consolidou os festivais como grandes fenômenos culturais e resultou no célebre empate entre “A Banda”, de Chico Buarque, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao ambiente vibrante do Teatro Record, em São Paulo, onde milhares de jovens acompanharam uma das competições musicais mais importantes da década de 1960. A narrativa explica como funcionavam os festivais da canção, desde a seleção das composições até as disputadas apresentações ao vivo, destacando o papel decisivo da plateia e do júri técnico na consagração das obras que marcariam a história da música brasileira.
Entre os destaques do programa estão a consolidação da MPB como um novo movimento musical, as marcantes interpretações de Elis Regina, Jair Rodrigues, Elza Soares e do grupo MPB4, além da estreia de jovens compositores que mudariam os rumos da música brasileira, como Chico Buarque e Caetano Veloso. O episódio também relembra a trajetória de artistas que se tornaram referências nacionais e o histórico empate entre “A Banda” e “Disparada”, considerado um dos momentos mais emblemáticos dos festivais da canção.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta canções que marcaram o cenário musical de 1966 e o próprio festival, como “Quero Que Vá Tudo para o Inferno”, “Meu Bem”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Jogo de Roda”, “Boa Palavra”, “Lá Vem o Bloco”, “Ensaio Geral”, “Canção de Não Cantar”, “Canção para Maria”, “De Amor ou Paz”, além das vencedoras “Disparada” e “A Banda”, resgatando obras que ajudaram a definir os rumos da Música Popular Brasileira.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre a importância dos festivais da canção na formação da identidade musical brasileira, evidenciando como o II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record se tornou um marco na valorização da composição, da interpretação e da diversidade artística, influenciando gerações de músicos e consolidando a MPB como um dos maiores patrimônios culturais do país.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar. A pesquisa e curadoria musical são de Guilherme Escobar e Kauã Rangel, com revisão de roteiro e direção locutiva de Carlos Filho. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 31/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” apresenta novo episódio sobre o lll Festival de Música Popular Brasileira de 1967



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 25/7, o terceiro episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado ao lll Festival de Música Popular Brasileira de 1967, realizado no Teatro Record Centro – o antigo Teatro Paramount, em São Paulo, onde estava sendo disputado o prêmio Sabiá de Ouro. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos momentos mais emblemáticos da história da MPB, quando a música brasileira decidiu inovar fazendo uma mistura da riqueza regional com as transformações culturais e os arranjos que aconteciam no mundo, levando o evento a ficar conhecido como o “Festival da Virada”.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes a sentirem com foi o clima do lll Festival de Música Popular Brasileira, quando aconteceu um verdadeiro “laboratório de sons”, onde a nossa música se reinventou ao fundir a Bossa Nova, o rock e a potência das raízes regionais. Dentre a pluralidade de ritmos conectados, o evento reuniu diversos encontros de artistas pioneiros nesse estilo musical.
Entre os destaques do programa estão as altas vaias a Sérgio Ricardo, quando ele não aceitou a recusa do público e quebrou a guitarra arremessando na plateia, e a genialidade de artistas que transformaram o palco da TV Record, de Elis Regina e Gilberto Gil a Chico Buarque e Edu Lobo. Mais do que uma competição, este festival foi o terreno fértil que preparou o país para as profundas rupturas culturais e políticas que definiriam o ano de 1968.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta algumas das canções mais importantes daquele período, como “Maria Carnaval e Cinzas”, “Alegria Alegria”, “Beto Bom de Bola”, “Gabriela”, “O cantador”, “Roda Viva”, “Domingo no Parque” e a canção que levou o prêmio máximo daquele ano, o cobiçado Sabiá de Ouro, “Ponteio”, resgatando obras que permanecem como referências da produção artística brasileira e ajudam a compreender o intenso cenário cultural do final da década de 1960.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o papel dos festivais da canção como espaços de criação artística, debate público e construção da memória nacional, evidenciando como a música brasileira se tornou uma das principais formas de expressão da sociedade em um dos períodos mais marcantes da história do país.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 24/07/2026 por Elson Ribeiro

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” apresenta episódio sobre a estética do excesso e o Tropicalismo no TUCA em 1968



Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 18/7, o segundo episódio da série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, dedicado ao histórico episódio ocorrido durante a fase eliminatória paulista do III Festival Internacional da Canção de 1968, realizada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA). Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita um dos momentos mais emblemáticos da história da Música Popular Brasileira, quando o Tropicalismo desafiou os padrões estéticos da época e transformou a performance artística em um poderoso ato político.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes de volta ao ambiente efervescente do TUCA, onde a juventude universitária, marcada pelo forte engajamento político, protagonizou um dos confrontos mais intensos da história dos festivais da canção. A narrativa acompanha a apresentação de Caetano Veloso com “É Proibido Proibir” e de Gilberto Gil com “Questão de Ordem”, mostrando como o uso de guitarras elétricas, figurinos ousados e performances inovadoras provocou uma reação hostil do público.
Entre os destaques do programa estão a histórica chuva de vaias e objetos lançados contra Caetano Veloso e Os Mutantes, o discurso contundente do artista diante da plateia, que entrou para a história da música brasileira, a participação de Gilberto Gil ao lado dos Beat Boys, além da contextualização da Passeata Contra a Guitarra Elétrica e da ruptura promovida pelo Tropicalismo em relação aos modelos tradicionais da MPB. O episódio também relembra como aqueles acontecimentos antecederam um período de endurecimento da censura e da repressão artística no país.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta obras fundamentais do Tropicalismo e da produção musical brasileira do período, como “É Proibido Proibir”, “Questão de Ordem”, “Panis et Circencis”, “Miserere Nobis”, “Lindonéia”, “Parque Industrial”, “Geléia Geral”, “Baby”, “A Minha Menina” e “Bat Macumba”, resgatando canções que simbolizam a ousadia estética e a força criativa de uma geração de artistas.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o papel da arte como espaço de contestação, liberdade e inovação, evidenciando como os acontecimentos no TUCA ultrapassaram os limites dos festivais da canção e se consolidaram como um dos marcos mais importantes da história da cultura brasileira.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar, com pesquisa e curadoria musical da equipe da F.MIS. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto, Karoline Freitas e Elson Ribeiro, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 17/07/2026 por Marcelo Egypto

Pesquisa da F.MIS é apresentada em simpósio internacional na Universidade de St. Andrews, na Escócia



A Fundação Museu da Imagem e do Som esteve representada no Simpósio Internacional EDGES 2026, realizado na Universidade de St. Andrews, na Escócia, por meio da coordenadora do setor de Pesquisa Cultural da instituição, Natasha Ferrão. Durante o encontro, a pesquisadora apresentou o trabalho “Searching for the Image Through the Word: Indigenous Entanglements in the Photographic Collections of Augusto Malta and Ronaldo Câmara at Museum of Image and Sound Foundation of Rio de Janeiro”, destacando a importância da curadoria compartilhada e da participação dos povos originários na construção de novas leituras sobre as coleções fotográficas preservadas pelos museus.
O estudo apresentado parte da análise das coleções fotográficas de Augusto Malta e Ronaldo Câmara, preservadas pela F.MIS, para refletir sobre como as práticas de catalogação, classificação e documentação podem influenciar a visibilidade ou a invisibilização da presença indígena nos acervos museológicos. A pesquisa propõe uma abordagem baseada na chamada “curadoria compartilhada”, valorizando a construção conjunta do conhecimento e a participação ativa dos povos indígenas na interpretação e contextualização dessas imagens.
Ao comparar registros produzidos em diferentes períodos históricos, o trabalho evidencia como as fotografias refletem distintos contextos sociais, políticos e culturais. Enquanto as imagens de Augusto Malta dialogam com os processos de modernização urbana do início do século XX, as fotografias de Ronaldo Câmara aproximam o olhar dos territórios, dos corpos e das práticas culturais indígenas, permitindo novas possibilidades de interpretação sobre a representação desses povos nos acervos institucionais.
“Eu era repórter da revista O Cruzeiro e, em 1968, fui à Amazônia para produzir uma reportagem. Depois, em 1974, me tornei piloto de helicóptero e passei mais de dez anos viajando pela região, conhecendo profundamente a Amazônia. Permaneci durante três semanas convivendo com esse povo indígena para realizar a reportagem, uma experiência de muito aprendizado. Fico muito orgulhoso de ver essas fotografias desbravando o mundo. Um trabalho importante como esse merece esse reconhecimento”, afirma o fotógrafo Ronaldo Câmara.
“As coleções fotográficas da F.MIS utilizadas na pesquisa apresentada têm como principal contribuição lançar um novo olhar sobre os povos originários, dando-lhes o devido protagonismo e contribuindo para uma reparação histórica. Destaca-se, especialmente, a coleção do fotógrafo Ronaldo Câmara, que dedicou parte significativa de seu trabalho aos povos indígenas, realizando uma imersão junto às comunidades Araras e Beiços de Pau. São registros imagéticos de enorme relevância quando se trata de resistência, identidade e protagonismo dos povos originários, promovendo um verdadeiro reencontro ancestral”, afirma a coordenadora do setor Iconográfico da F.MIS, Daiane Lopes, responsável pela curadoria das fotografias.
A pesquisa também destaca a necessidade de revisar modelos tradicionais de gestão de coleções, propondo que os museus avancem para práticas mais colaborativas e plurais, capazes de promover reparações históricas, fortalecer diferentes perspectivas de conhecimento e aproximar os acervos das comunidades às quais esses patrimônios estão diretamente relacionados.
Realizado na Universidade de St. Andrews, a mais antiga da Escócia e uma das mais tradicionais do Reino Unido, o Simpósio Internacional EDGES reúne pesquisadores e profissionais de diversos países para discutir as relações entre instituições culturais, conhecimentos indígenas e práticas museológicas contemporâneas. A edição de 2026 teve como foco o fortalecimento de abordagens colaborativas e decoloniais na produção do conhecimento e na preservação do patrimônio cultural.
A participação da F.MIS no simpósio mantém o compromisso da instituição com a pesquisa científica, a inovação museológica e a internacionalização de suas ações. A Fundação contribui para o debate internacional sobre preservação, memória e representatividade, consolidando seu papel como referência na produção e difusão do conhecimento sobre o patrimônio cultural brasileiro.
Publicado em 16/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” estreia com episódio dedicado ao III Festival Internacional da Canção de 1968
Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 11/7, o primeiro episódio da nova série “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais”, que estreia abordando um dos capítulos mais emblemáticos da história da Música Popular Brasileira: o III Festival Internacional da Canção de 1968. Apresentado por Guilherme Escobar, o programa revisita os acontecimentos que transformaram aquela edição do festival em um dos maiores símbolos do encontro entre arte, política e cultura no Brasil.
Ao longo do episódio, Guilherme conduz os ouvintes por uma viagem ao Maracanãzinho, palco da histórica final nacional do III Festival Internacional da Canção. A narrativa apresenta o contexto político e cultural de 1968 e relembra a marcante disputa entre “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque, e “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré, duas obras que, por caminhos distintos, se tornaram símbolos da resistência e da música brasileira.
Entre os destaques do programa estão a histórica reação do público ao anúncio da vitória de “Sabiá”, os quinze minutos de vaias que marcaram a cerimônia, a emocionante fuga de Tom Jobim pelos bastidores do Maracanãzinho, o discurso conciliador de Geraldo Vandré diante da plateia e as diferentes interpretações que as duas composições despertaram em meio às tensões políticas do período. O episódio também relembra outros momentos marcantes do festival, como o histórico discurso de Caetano Veloso após a apresentação de “É Proibido Proibir” e a participação de artistas que ajudaram a redefinir os rumos da MPB.
Intercalando os relatos históricos com música, o programa apresenta algumas das canções mais importantes daquele período, como “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, “Sabiá”, “Roda Viva”, “Questão de Ordem”, “É Proibido Proibir”, “Travessia”, “Divino Maravilhoso” e “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, resgatando obras que permanecem como referências da produção artística brasileira e ajudam a compreender o intenso cenário cultural do final da década de 1960.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre o papel dos festivais da canção como espaços de criação artística, debate público e construção da memória nacional, evidenciando como a música brasileira se tornou uma das principais formas de expressão da sociedade em um dos períodos mais marcantes da história do país.
O “Essência MIS – Os Grandes Momentos dos Festivais” tem apresentação e adaptação de roteiro de Guilherme Escobar, com pesquisa e curadoria musical da equipe da F.MIS. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Karoline Freitas, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 09/07/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS firma Acordo de Cooperação com a Fundação Rio das Ostras de Cultura para apoiar projeto de cinema acessível
A Fundação Museu da Imagem e do Som firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Fundação Rio das Ostras de Cultura para o desenvolvimento do projeto “O Som do Silêncio Azul”, iniciativa voltada à promoção do acesso à cultura por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A parceria reforça o compromisso das instituições com a inclusão, a acessibilidade e a democratização do acesso às atividades culturais, por meio da realização de
Idealizado pela Fundação Rio das Ostras de Cultura, o projeto propõe sessões de cinema especialmente adaptadas para jovens com Transtorno do Espectro Autista e seus familiares. O ambiente é preparado para oferecer baixo estímulo sensorial, proporcionando maior conforto às crianças e criando condições adequadas para que elas possam desfrutar da experiência cinematográfica durante o período de férias escolares.
As exibições contam com filmes que possuem estímulos reduzidos e seguem critérios acompanhados por uma neuropsicopedagoga, garantindo que as sessões atendam às necessidades específicas do público. A proposta busca oferecer não apenas acesso ao cinema, mas também momentos de convivência, lazer e fortalecimento dos vínculos familiares em um ambiente acolhedor e inclusivo.
O acordo de cooperação prevê o desenvolvimento conjunto de ações culturais e educativas, além da promoção da acessibilidade e da inclusão em atividades culturais. A parceria também contempla iniciativas voltadas à difusão do patrimônio artístico local, regional e nacional, fortalecendo a integração institucional entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Fundação Rio das Ostras de Cultura.
A F.MIS segue ampliando a sua atuação na construção de políticas culturais inclusivas, mantendo o papel da cultura como instrumento de cidadania, desenvolvimento humano e transformação social. A iniciativa fortalece a rede de instituições comprometidas com a democratização do acesso à cultura e contribui para que mais pessoas possam participar plenamente da vida cultural do estado do Rio de Janeiro.
Publicado em 03/07/2026 por Marcelo Egypto

F.MIS institui a 46ª coleção do museu com o novo acervo de Brandão Filho
A Fundação Museu da Imagem e do Som ampliou seu acervo dedicado ao ator e humorista Brandão Filho com a recente doação de novos itens realizada por sua nora, Ana Maria Brandão. A incorporação do material permitiu a instituição da Coleção Brandão Filho, a 46ª coleção da instituição, reforçando o compromisso da F.MIS com a preservação da memória de grandes nomes da cultura brasileira. O museu já preservava cerca de 115 itens relacionados ao artista, distribuídos em diferentes coleções, e agora passa a reunir um conjunto específico dedicado à sua trajetória.
A nova coleção reúne fotografias, caricaturas, desenhos, roteiros e documentos pessoais do artista, ampliando significativamente o conjunto documental já preservado pela Fundação. Além de contribuir para a conservação desse patrimônio, o material oferece novas possibilidades para pesquisas, exposições, publicações e projetos voltados à memória da cultura brasileira.
Nascido em Espírito Santo do Pinhal, em São Paulo, Moacyr Augusto Soares Brandão, conhecido artisticamente como Brandão Filho, construiu uma das carreiras mais marcantes do humor brasileiro. Sua trajetória começou nos palcos do circo, em 1929, e ganhou projeção nacional a partir da Rádio Nacional, onde integrou a primeira radionovela brasileira, Em Busca da Felicidade, e conquistou enorme popularidade ao interpretar o inesquecível “primo pobre” no programa Balança Mas Não Cai, ao lado de Paulo Gracindo.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Brandão Filho participou de importantes produções do rádio, do cinema e da televisão brasileira, atuando em programas como Chico Anysio Show, Viva o Gordo, Faça Humor, Não Faça a Guerra, Escolinha do Professor Raimundo e na primeira versão de A Grande Família, além de integrar o elenco de diversas novelas. No cinema, também foi reconhecido com o prêmio Air France de Melhor Ator por sua atuação em Romance da Empregada.
Com a criação da Coleção Brandão Filho, a Fundação Museu da Imagem e do Som fortalece sua missão de preservar, organizar e difundir acervos que ajudam a contar a história da cultura brasileira. A iniciativa assegura que a obra e a trajetória de um dos grandes nomes do humor nacional permaneçam acessíveis a pesquisadores, estudantes e ao público, contribuindo para a valorização da memória artística do país.
Publicado em 03/07/2026 por Marcelo Egypto

“Essência MIS – Coração Verde e Amarelo” apresenta episódio especial sobre as conquistas do tetra e do pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira
Fruto de um Acordo de Cooperação entre a Fundação Museu da Imagem e do Som e a Rádio Roquette-Pinto, irá ao ar neste sábado, 4/7, um episódio especial do programa “Essência MIS – Coração Verde e Amarelo”, dedicado às campanhas da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1994 e 2002. Apresentado por Carlos Filho e Matheus Freire, o programa revisita as trajetórias que levaram o Brasil à conquista do tetracampeonato e, oito anos depois, do pentacampeonato mundial, conectando esses momentos históricos aos grandes sucessos da música brasileira que marcaram cada época.
Ao longo do episódio, os apresentadores conduzem os ouvintes por uma viagem que acompanha os desafios enfrentados pela Seleção nos ciclos que antecederam os dois títulos. A narrativa relembra a dramática classificação para a Copa de 1994, a campanha que culminou na decisão por pênaltis contra a Itália e, posteriormente, o turbulento caminho rumo ao Mundial de 2002, marcado pela chegada de Luiz Felipe Scolari, pela recuperação de Ronaldo e pela conquista invicta do pentacampeonato diante da Alemanha.
Entre os destaques do programa estão momentos históricos como a atuação decisiva de Romário nas Eliminatórias de 1994, a memorável vitória sobre a Holanda nas quartas de final, a consagração de Taffarel e Dunga na final contra a Itália, além da trajetória da “Família Scolari”, o gol antológico de Ronaldinho Gaúcho sobre a Inglaterra e a brilhante atuação de Ronaldo na decisão contra a Alemanha, quando marcou os dois gols que garantiram o quinto título mundial ao Brasil.
Intercalando os relatos esportivos com música, o episódio apresenta canções que marcaram os anos de 1994 e 2002, resgatando sucessos de artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Marisa Monte, Jorge Vercillo, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo. O programa também destaca músicas que celebraram as conquistas da Seleção, como “Coração Verde e Amarelo”, “Haja Coração”, “A Caminho do Penta” e “Essa Galera Vai Cantar”, composições que ajudam a preservar a memória das duas campanhas vitoriosas.
Além da experiência sonora, a edição propõe uma reflexão sobre a força do futebol como elemento de identidade nacional, demonstrando como as conquistas de 1994 e 2002 ultrapassaram os gramados e se transformaram em marcos culturais, capazes de reunir diferentes gerações em torno de lembranças, emoções e da paixão pela camisa verde e amarela.
O “Essência MIS – Episódio Especial” tem apresentação, roteiro e curadoria musical de Carlos Filho, com participação de Matheus Freire. A captação de som é de Micael Torres. A cobertura e divulgação são de Marcelo Egypto e Karoline Freitas, com tratamento de áudio e sonorização de Renato Alencar.
Para ouvir, basta sintonizar a Rádio Roquette-Pinto (94,1 FM) ou acompanhar pela Rádio MIS RJ, no link: https://fmis.rj.gov.br/v1/
Publicado em 02/07/2026 por Marcelo Egypto